
Principais pontos:
- Governo Lula autorizou o aumento das tarifas de embarque em 14 aeroportos brasileiros.
- Guarulhos e Viracopos estão entre os principais terminais afetados pelo reajuste.
- Os novos valores poderão ser cobrados 30 dias após a publicação pelas concessionárias.
O governo Lula autorizou um reajuste nas tarifas de embarque de 14 aeroportos brasileiros, elevando os valores máximos que podem ser cobrados dos passageiros em voos domésticos e internacionais. A atualização foi publicada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e atinge terminais administrados por concessionárias privadas.
Na prática, quem comprar passagens para esses aeroportos poderá pagar mais pela taxa de embarque, já que ela já vem embutida no preço final do bilhete. As novas tarifas começam a valer 30 dias após a divulgação oficial pelas administradoras dos aeroportos.
Quais aeroportos terão aumento
Entre os principais aeroportos afetados estão Guarulhos (SP) e Viracopos (Campinas), dois dos maiores hubs do país. O reajuste também alcança outros 12 aeroportos participantes do Programa AmpliAr, voltado à concessão de terminais regionais.
Em Guarulhos, a tarifa máxima de embarque doméstico passa para R$ 35,75, enquanto a internacional sobe para R$ 68,61. Já em Viracopos, os tetos chegam a R$ 33,44 para voos nacionais e R$ 59,17 para internacionais.
Nos demais aeroportos contemplados pelo programa, o teto da tarifa doméstica alcança R$ 48,80, enquanto a internacional pode chegar a R$ 86,42, conforme as portarias publicadas pela Anac.
Por que as tarifas foram reajustadas
Segundo a Anac, os reajustes seguem as fórmulas previstas nos contratos de concessão e têm como objetivo preservar o equilíbrio econômico-financeiro dos operadores aeroportuários. Além da tarifa de embarque, também foram atualizados os tetos para conexão, pouso, permanência de aeronaves e movimentação de cargas.
Embora várias tarifas tenham sido reajustadas, apenas a taxa de embarque é paga diretamente pelo passageiro. As demais cobranças recaem sobre companhias aéreas e operadores que utilizam a infraestrutura aeroportuária.
Dessa forma, o impacto mais imediato para os consumidores tende a aparecer no preço final das passagens emitidas para os aeroportos contemplados pelo reajuste, especialmente após a entrada em vigor dos novos valores.