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Resultados

Com alta de 23% Even registra R$ 695 milhões em vendas líquidas no 2T23

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A Even (EVEN3), uma construtora com atuação em São Paulo e Rio Grande do Sul, e foco em empreendimentos residenciais de média e alta renda, registrou vendas líquidas de R$ 696 milhões (R$ 591 milhões, representando a participação da Even) no segundo trimestre de 2023 (2T23), um aumento de 23,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

A velocidade de vendas (VSO) atingiu 19% durante o período.

O Credit Suisse observa que a Tenda também apresentou resultados operacionais positivos no trimestre, seguindo seus pares do segmento de baixa renda. A empresa registrou lançamentos e vendas líquidas ligeiramente acima do esperado, e continuou aumentando os preços de venda (com aumento anual de 16% e trimestral de 5%), o que deve sustentar a recuperação de suas margens.

Com esses resultados e a capacidade da Tenda de vender altos volumes de estoque (representando 66% do valor vendido), o Credit Suisse acredita que a empresa está se aproximando da estabilização de suas operações e do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de dois dígitos após a entrega das unidades.

Segundo estimativas do banco suíço, o ROE da Tenda deve ultrapassar 20% em 2025. Com as condições positivas do novo Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e a expiração dos covenants das unidades no 2T, é possível que a recuperação aconteça mais rapidamente do que o esperado. Portanto, o Credit Suisse mantém a classificação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para as ações da Tenda, com preço-alvo de R$ 11.

O Bradesco BBI também destaca os fortes resultados operacionais da Tenda no 2T23, com lançamentos robustos (aumento anual de 23%) e vendas líquidas (+31% em relação ao mês anterior). O banco destaca que a construtora conseguiu aumentar os valores médios das unidades de negócios on-site (+4% em relação ao ano anterior) e off-site (+27% em relação ao ano anterior), além de aumentar a velocidade de vendas (VSO).

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O BBI mantém uma recomendação neutra para as ações da Tenda, com preço-alvo de R$ 15, devido à avaliação atual que parece pouco atrativa em termos de risco e recompensa, considerando uma relação preço/lucro de 9,0 vezes para 2024, em comparação com uma média de 7,4 vezes para os pares do setor, e uma relação preço/valor patrimonial de 2,3 vezes para 2023.

Em linha com o BBI e o Credit Suisse, o Itaú BBA avalia os dados divulgados pela Tenda como positivos. A construtora registrou um forte crescimento nos lançamentos e nas vendas durante o segundo trimestre deste ano, resultando em uma aceleração na velocidade de vendas. No entanto, os analistas do BBA destacam um ligeiro aumento nos distratos no segundo trimestre em comparação com o primeiro trimestre de 2023.

Você precisa ter ações de Construtoras: Bradesco BBI aumenta recomendações do Setor

O Bradesco BBI aumentou o preço-alvo das ações de algumas construtoras, mantendo a recomendação de compra. A Direcional teve seu preço-alvo elevado de R$ 24 para R$ 27, representando um potencial de alta de 43% em relação ao fechamento anterior. A Cury teve seu preço-alvo elevado de R$ 20 para R$ 22, com potencial de valorização de 37,7%. Já a Plano&Plano teve seu preço-alvo aumentado de R$ 7 para R$ 13, com um potencial de alta de 38,3%. Para a Tenda, o preço-alvo foi elevado de R$ 8 para R$ 15, com potencial de crescimento de 21%, e a recomendação foi mantida como neutra.

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Construtora Preço-alvo (R$) Potencial de Alta (%) Recomendação
Direcional 27 43 Compra
Cury 22 37,7 Compra
Plano&Plano 13 38,3 Compra
Tenda 15 21 Neutra

Os analistas do Bradesco BBI ressaltam que as ações das construtoras de baixa renda têm apresentado um desempenho robusto ao longo do ano, com uma valorização acumulada de 89% desde janeiro. Essa performance supera o desempenho do Ibovespa, que teve um crescimento de apenas 7%, e do setor imobiliário como um todo, que registrou uma alta de 61%. Os analistas destacam que essas empresas têm se beneficiado de um cenário no qual o risco diminuiu significativamente devido à melhoria das margens e às mudanças que as favorecem no programa habitacional federal “Minha Casa Minha Vida”, bem como a criação de programas regionais, como o “Pode Entrar” em São Paulo.

No segundo trimestre, espera-se que todas as empresas continuem a apresentar um bom desempenho operacional, com um aumento no tíquete médio, o que impulsionará as margens. Além disso, Cury, Direcional e Plano&Plano podem apresentar vendas recordes, o que torna as ações atrativas mesmo com a recente valorização. No caso da Tenda, a empresa tem se reestruturado com sucesso, mas, devido à valorização de quase 200% das ações neste ano, a atratividade das ações é menor em comparação com os concorrentes, especialmente considerando que a empresa ainda precisa demonstrar maior consistência em termos operacionais.

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