Dono da Gol delata esquema de caixa 2 de R$ 2,5 milhões a políticos

Dono da Gol delata esquema de caixa 2 de R$ 2,5 milhões a políticos

17 de maio de 2019 0 Por Diego Dias

Escândalo envolveu o presidente da Câmara, que receberia verbas do próprio presidente de Abear. Assim além destes, o esquema ainda envolvia outros sete políticos.

Na madrugada desta sexta-feira, dia 17 de maio, o presidente da Gol Linhas Aérea delatou um esquema milionário. De acordo com Henrique Constantino, o esquema de caixa dois envolvia os presidentes da câmara e da Abear.

Assim além do deputado Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara, também houve o envolvimento de outros 7 políticos. Então constatou-se que a ideia originou de Eduardo Sanovicz, posto ter total acesso às verbas inerentes ao esquema.

Então por administrar os recursos da Abear, Eduardo promoveu o repasse de aproximadamente 2,5 milhões de reais. Assim como moeda de troca, receberia maiores vantagens junto ao Poder Legislativo, posto a alta oferta.

Apesar do esquema ser escancarado somente agora, Constantino afirma que existe desde 2014, em uma reunião realizada por Eduardo Sanovicz. Nesta oportunidade, foi proposta uma lista com repasses a 8 deputados, são eles:

  • Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da câmara
  • Romero Jucá, o presidente do MDB
  • Ciro Nogueira, presidente do PP
  • Marco Maia (PT-RS)
  • Edinho Araújo (MDB-SP)
  • Vicente Cândido (PT-SP)
  • Otávio Leite (PSDB-RJ)
  • Bruno Araújo (PSDB-PE)

Companhias aéreas na mira!

Além dos deputados e do presidente da Abear, também estavam presentes outras 3 companhias aéreas por seus respectivos, são os quais:

  • Marco Antonio Bolonha, representando a TAM
  • José Efromovich, representando a Avianca
  • José Mario Caprioli, representando a Azul

Devido ao fato de as respectivas companhias aéreas citadas prestarem serviços públicos, não podem direcionar verbas a campanhas políticas. Logo, foi onde surgiu a alternativa de transferir as verbas via caixa dois.

Para os acusados, as alegações de Constantino são inverídicas, negando-as todas. Apesar do delator não ter entrado em pormenores, afirmou que todas as transações possuíam lastro a contratos falsos, para poder contornar a situação.

Mesmo com as fortes alegações do presidente da Gol, ainda não há como saber se as empresas aéreas receberam benefícios. Entretanto, Constantino afirma que Sanovicz foi categórico nas escolhas dos parlamentares.

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