
O ano novo trouxe uma notícia amarga para os brasileiros: a partir desta quinta-feira (01), os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha (GLP) estão mais altos devido a um reajuste no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
A medida, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em setembro de 2025, representa o segundo aumento consecutivo no imposto sobre combustíveis, impactando diretamente o bolso dos consumidores em todo o país.
O reajuste entrou em vigor imediatamente no primeiro dia de 2026, conforme publicado no Diário Oficial da União (DOU). De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o aumento foi calculado com base nos preços médios mensais dos combustíveis entre fevereiro e agosto de 2025, comparados ao mesmo período de 2024.
Essa atualização não está relacionada à política de paridade de preços da Petrobras (PETR4), mas sim a uma decisão estadual coordenada pelo Confaz, que reúne secretários de Fazenda de todos os estados e do Distrito Federal.
Detalhes dos Aumentos
Os valores do ICMS foram reajustados da seguinte forma:
- Gasolina: A alíquota por litro subiu de R$ 1,47 para R$ 1,57, um acréscimo de R$ 0,10, representando uma variação de 6,8%. Isso pode elevar o preço médio na bomba, que já estava em torno de R$ 6,34 por litro no final de 2025, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).
- Diesel e Biodiesel: O imposto por litro aumentou de R$ 1,12 para R$ 1,17, com um incremento de R$ 0,05, equivalente a 4,4%. Esse reajuste afeta especialmente o setor de transportes, podendo encarecer fretes e impactar a cadeia de suprimentos.
- Gás de Cozinha (GLP): O ICMS por quilo passou de R$ 1,39 para R$ 1,47, uma alta de 5,7% ou R$ 0,08 por quilo. Para um botijão padrão de 13 kg, isso significa um custo adicional de cerca de R$ 1,05, agravando as despesas domésticas em um período de recuperação econômica.