
- Consórcio da Fictor suspendeu a compra; investigação e medidas judiciais complicam um eventual acordo.
- BC decretou liquidação extrajudicial do Banco Master, parando qualquer negociação e nomeando liquidante.
- FGC assegura pagamento até R$ 250 mil por CPF/CNPJ; valores excedentes dependerão da massa falida.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, medida que interrompe imediatamente qualquer negociação em curso.
Em consequência, o consórcio liderado pela Fictor suspendeu a operação de compra e o FGC começou o processo de ressarcimento a investidores.
O que o BC fez e por quê
O Banco Central avaliou a situação financeira do Master e concluiu que a instituição não tinha condições mínimas para continuar. Além disso, o BC apontou risco sistêmico pelo volume e pela estrutura das operações.
Por isso, o órgão nomeou um liquidante para administrar o processo e bloquear ativos dos controladores. Assim, o banco sai do Sistema Financeiro Nacional e passa a ser liquidado.
A decisão decorre de investigação que envolve emissão de títulos contestados e suspeitas sobre a origem de parte dos recursos.
Consequências imediatas para clientes e compradores
Primeiro, o consórcio liderado pela Fictor anunciou suspensão imediata da compra e disse que só seguirá com aval regulatório. No entanto, com a liquidação, qualquer venda em andamento fica automaticamente interrompida.
Em segundo lugar, o FGC começará a pagar correntistas e investidores elegíveis, até o teto de R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição. Ainda assim, valores acima desse limite podem ficar sujeitos à massa da liquidação.
Por fim, a liquidação trouxe prisões e buscas relacionadas à operação de emissão de títulos; isso aumenta a complexidade do processo e reduz chances de retomada rápida da negociação.
Regimes de resolução: diferença prática entre intervenção, RAET e liquidação
A intervenção dá ao BC prazo para tentar recuperar o banco; a gestão antiga sai, e medidas de reequilíbrio entram em vigor. Já o RAET mantém o banco em funcionamento normal, mas sob administração especial, quando o papel da instituição é crítico.
Porém, a liquidação extrajudicial encerra as atividades, vende ativos e paga credores na ordem legal; trata-se do mecanismo final quando a recuperação se mostra inviável. Portanto, a escolha do regime muda totalmente o destino dos credores e acionistas.
No caso do Master, o BC optou pela medida mais severa, indicando que o potencial de recuperação era insuficiente diante dos riscos detectados.
O que investidores devem fazer agora
Cadastre-se no aplicativo do FGC assim que o liquidante enviar a relação de credores; o processo de pagamento costuma começar cerca de 30 dias após o decreto. Além disso, some saldos por CPF/CNPJ para verificar limites de cobertura.
Se você tiver valores acima do teto do FGC, acompanhe a massa da liquidação e informe seu advogado ou assessor para intentar recuperação judicial do excedente. Enquanto isso, evite operações de novo crédito com instituições envolvidas no caso.
Por fim, monitore comunicações oficiais do Banco Central e do liquidante; elas conterão cronograma e instruções para o ressarcimento.