
- Investimento estrangeiro cresce, reforçando a posição financeira do país.
- Déficit externo cai 31%, sustentado pelo superávit comercial mais forte.
- Serviços e renda pressionam, com maiores gastos no exterior e mais envio de lucros.
O déficit das contas externas do Brasil recuou para US$ 5,1 bilhões em outubro, em meio ao forte desempenho da balança comercial. O resultado mostra melhora significativa frente ao rombo de 2024, embora ainda indique pressão em áreas sensíveis da economia.
Mesmo com a redução anual para US$ 76,7 bilhões, o balanço segue pressionado por gastos de brasileiros no exterior, serviços de tecnologia e aumento no envio de lucros e juros ao exterior.
Setor externo melhora com superávit comercial maior
O comércio exterior sustentou a melhora. A balança registrou superávit de US$ 6,2 bilhões, quase o dobro do ano anterior.
Exportações cresceram 8,9%, enquanto importações caíram 1,3%, movimento que compensou perdas em outros componentes.
Além disso, o avanço das vendas externas reforçou o saldo positivo justo quando o país enfrenta maiores remessas de recursos ao exterior.
Serviços e renda seguem como principais focos de pressão
Apesar do alívio comercial, a conta de serviços continuou negativa, com déficit de US$ 4,4 bilhões.
Gastos com viagens internacionais subiram 14,5%, e despesas com tecnologia e propriedade intelectual avançaram com força.
No mesmo sentido, a conta de renda primária registrou déficit de US$ 7,4 bilhões, puxado pelo salto de 31,7% nos juros pagos e pelo aumento no envio de lucros e dividendos, que alcançaram US$ 5,3 bilhões.
Investimento estrangeiro se mantém forte e reservas sobem
Mesmo com pressões, o país atraiu US$ 10,9 bilhões em investimento estrangeiro direto (IDP) no mês, mostrando confiança na economia.
Ademais, em 12 meses, o IDP somou US$ 80,1 bilhões, superando o déficit externo.
Por fim, as reservas internacionais fecharam em US$ 357,1 bilhões, avançando com ganhos de juros e valorização de ativos, o que ajuda a reforçar a segurança financeira.