
- Dívida bruta do Brasil chegou a 79,0% do PIB em novembro
- Déficit nominal atingiu 8,13% do PIB, pressionado pelos juros
- Déficit primário somou R$ 14,420 bilhões, acima do esperado
A dívida pública bruta do Brasil alcançou 79,0% do PIB em novembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O indicador subiu frente aos 78,4% registrados em outubro e ficou em linha com as projeções do mercado.
Ao mesmo tempo, o setor público consolidado voltou a operar no vermelho. Em novembro, o governo registrou déficit primário de R$ 14,420 bilhões, resultado ligeiramente pior do que o esperado por economistas.
Dívida em alta
Em novembro, a dívida bruta do governo geral voltou a crescer, reforçando o sinal de deterioração fiscal no fim do ano. Ainda assim, o resultado não surpreendeu o mercado, já que os analistas esperavam avanço semelhante.
Além disso, a dívida líquida do setor público também subiu. O indicador passou de 64,8% do PIB em outubro para 65,2% em novembro.
Esse movimento reflete, principalmente, o resultado fiscal negativo e o peso dos juros sobre o estoque da dívida.
Déficit primário retorna
Depois de registrar superávit de R$ 32,392 bilhões em outubro, o setor público voltou ao déficit em novembro. O resultado negativo somou R$ 14,420 bilhões.
O número ficou acima da expectativa de economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam déficit de R$ 14,0 bilhões. Assim, o dado reforça a percepção de fragilidade no controle das contas públicas.
No acumulado de 12 meses, o déficit primário chegou a 0,36% do PIB, indicando dificuldade para estabilizar o resultado fiscal ao longo do ano.
Peso dos juros
Quando o cálculo inclui os gastos com juros da dívida, o quadro fiscal se agrava.
O déficit nominal atingiu 8,13% do PIB em novembro.
Portanto, mesmo com receitas pontuais ao longo do ano, o custo financeiro elevado segue como um dos principais fatores de pressão sobre a dívida pública.