
O Governo Lula decidiu elevar o Imposto de Importação sobre uma ampla lista de produtos comprados no exterior. A medida alcança mais de 1.200 itens, incluindo celulares, computadores, componentes eletrônicos e equipamentos médicos.
A equipe econômica afirma que a mudança busca proteger a indústria brasileira e melhorar as contas externas. Já empresários e importadores alertam que a decisão pode encarecer tecnologia, máquinas e investimentos no país.
O que mudou na prática
A decisão foi aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e aumenta tarifas sobre bens que possuem produção nacional. Entre os itens afetados estão smartphones, televisores, CPUs, máquinas industriais e equipamentos hospitalares.
O reajuste pode elevar a taxa em até cerca de 7 pontos percentuais, com parte das novas alíquotas já em vigor e outra começando nos próximos meses.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a medida tenta corrigir o avanço das importações e a queda do superávit comercial brasileiro, que recuou enquanto o déficit externo se aproximou de 3% do PIB.
Por que o governo decidiu aumentar
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que a iniciativa tem caráter regulatório e pretende “proteger a produção nacional” e estimular empresas estrangeiras a fabricar no Brasil.
O governo argumenta que a maior parte dos produtos atingidos já é fabricada internamente — no caso dos celulares, por exemplo, a produção nacional seria dominante — e que itens sem similar nacional continuarão com tarifa zero.
Além disso, a equipe econômica estima arrecadar cerca de R$ 14 bilhões adicionais com as mudanças, valor incorporado ao planejamento fiscal.
O impacto que preocupa mercado e consumidores
Importadores e setores industriais afirmam que a elevação pode aumentar custos ao longo da cadeia produtiva e dificultar a modernização tecnológica das empresas.
Na prática, isso pode atingir diretamente eletrônicos, data centers, máquinas e equipamentos usados por empresas — o que tende a chegar ao consumidor em forma de preços maiores ou serviços mais caros.
Mesmo assim, o governo nega impacto relevante no varejo e diz que regimes especiais para peças e insumos evitarão aumento generalizado de preços.