Varejo nacional

Natal aquece vendas, mas juros altos seguram o ímpeto do consumidor

Comércio projeta faturamento bilionário, enquanto famílias mantêm cautela nos gastos.

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  • Natal deve movimentar R$ 72,71 bilhões, alta de 2,1%
  • Juros altos e endividamento mantêm consumidor cauteloso
  • Fluxo cresce no varejo, mas tíquete médio recua

As compras de última hora movimentam o comércio brasileiro na véspera de Natal, impulsionadas por maior circulação de consumidores e melhora pontual das condições econômicas. Mesmo assim, o comportamento segue marcado por cautela, diante dos juros elevados e do alto nível de endividamento das famílias.

Para 2025, a expectativa do setor é de crescimento moderado. Segundo projeções, o Natal deve registrar vendas de R$ 72,71 bilhões, avanço de 2,1% em relação ao ano anterior.

Vendas avançam, mas sem euforia

O desempenho esperado representa o melhor resultado para o Natal desde 2014. Além disso, o cenário de pleno emprego e o dólar em patamar mais favorável ajudam a sustentar o consumo.

Enquanto isso, consumidores priorizam gastos menores e optam por lembrancinhas. Assim, o aumento das vendas ocorre mais pelo volume do que pelo valor médio das compras.

Apesar disso, lojistas relatam fluxo intenso nos últimos dias antes do Natal. Com isso, algumas lojas chegaram a dobrar o faturamento diário no período.

Shoppings registram maior circulação

Nos shoppings, a expectativa também é positiva. Além disso, a projeção indica aumento de 1% no fluxo de visitantes e crescimento de 5% nas vendas em relação a 2024.

Entre os dias que antecederam o Natal, alguns centros comerciais receberam mais de 1 milhão de pessoas. Assim, o pico de movimento se concentrou até o dia 23 de dezembro.

Enquanto isso, administradores destacam que o horário reduzido da véspera não impediu o aumento da circulação. Portanto, o balanço parcial do período é considerado positivo.

Cautela segue no comportamento do consumidor

Apesar do avanço das vendas, o consumidor mantém postura defensiva. Dados recentes indicam que mais de 80 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em novembro.

Além disso, a taxa básica de juros em 15% influencia diretamente as decisões de compra. Com isso, famílias buscam preços, promoções e planejamento prévio.

Por outro lado, pesquisas mostram leve aumento no número de pessoas que pretendiam presentear no Natal. Ainda assim, o gasto médio caiu, refletindo um consumo mais racional.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.