
- Fed mantém juros e evita sinalizar cortes no curto prazo
- Copom mantém Selic em 15% e indica início do afrouxamento em março
- Super Quarta reforça divergência entre política monetária dos EUA e do Brasil
A chamada Super Quarta terminou com manutenção dos juros no Brasil e nos Estados Unidos, em decisões amplamente esperadas pelo mercado.
Ainda assim, os comunicados indicaram caminhos distintos à frente, com o Copom abrindo espaço para cortes já em março, enquanto o Fed segue cauteloso diante da inflação elevada.
Fed mantém juros e reforça cautela com inflação
O Federal Reserve manteve a taxa básica na faixa de 3,50% a 3,75%, após votação de 10 a 2 no Fomc.
Segundo o comunicado, a atividade econômica segue em ritmo sólido, enquanto a inflação permanece elevada e o mercado de trabalho mostra sinais de estabilização.
Ao mesmo tempo, o Fed evitou indicar quando os juros podem cair, deixando claro que o ritmo dos ajustes dependerá dos dados econômicos.
Banco Central mantém Selic e sinaliza corte em março
No Brasil, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, maior nível desde 2006, em decisão unânime.
Apesar disso, o Comitê indicou que pretende iniciar a flexibilização da política monetária na próxima reunião, caso o cenário esperado se confirme.
O BC avaliou que a inflação segue acima da meta, porém em processo de arrefecimento, enquanto a atividade econômica mostra moderação gradual.
Cenário global ainda exige prudência
No comunicado, o Copom destacou que o ambiente externo segue incerto, com impactos da política econômica dos EUA e da tensão geopolítica.
Além disso, o Comitê apontou riscos inflacionários elevados, tanto de alta quanto de baixa, exigindo cautela na condução da política monetária.
Enquanto isso, o mercado passou a precificar cortes graduais no Brasil, ao passo que espera juros estáveis nos EUA por mais tempo.