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China é acusada de fraudar biocombustíveis

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  • Importações de óleo de cozinha usado dos EUA mais do que triplicaram em 2023, com mais de 50% vindo da China.
  • Suspeitas surgem sobre possível falsificação ou mistura com óleo de palma fresco, prejudicando a indústria de biocombustíveis e os agricultores americanos.
  • Empresas do setor, como Bunge e Archer-Daniels-Midland, enfrentam lucros diminuídos devido à competição das importações estrangeiras.
  • Autoridades americanas, incluindo a EPA, estão discutindo medidas de fiscalização para garantir padrões ambientais e de qualidade.
  • A implementação do Programa de Padrão de Combustíveis Renováveis também está considerando o aumento das importações de UCO.
  • Grupos industriais estão mobilizando esforços para proteger seus interesses e garantir que as importações não prejudiquem injustamente a indústria local.
  • As importações suspeitas levantam preocupações sobre as relações comerciais entre China e EUA e destacam a necessidade de uma resposta robusta para garantir a conformidade regulatória e a justiça comercial.
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No ano passado, as importações de óleo de cozinha usado (UCO) dos Estados Unidos mais do que triplicaram em comparação com o ano anterior, com mais de 50% do volume vindo da China. Esses números alarmantes levantaram suspeitas de que parte desse óleo poderia ter sido falsificado ou misturado com outras substâncias, como óleo de palma fresco, em uma prática prejudicial para os interesses econômicos e ambientais dos Estados Unidos.

A indústria de biocombustíveis, que depende do UCO como ingrediente chave para a produção de biodiesel, expressou crescente preocupação com a possibilidade de que essas importações estejam minando os esforços do presidente Joe Biden para promover a energia limpa. O UCO, com uma pontuação de intensidade de carbono mais favorável em comparação com outras matérias-primas, tem sido uma escolha popular para a produção de biocombustíveis, mas a suspeita de adulteração coloca em risco não apenas os incentivos para energias renováveis, mas também prejudica os agricultores americanos.

As empresas do setor, como Bunge e Archer-Daniels-Midland, viram seus lucros diminuírem devido à competição das importações estrangeiras e agora estão pedindo medidas mais rigorosas de fiscalização por parte do governo dos EUA. O medo é que o UCO importado possa estar sendo misturado com óleo de palma fresco, uma prática ambientalmente questionável que está associada ao desmatamento e más condições de trabalho.

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As autoridades americanas, incluindo a Agência de Proteção Ambiental (EPA), estão em discussões com representantes da indústria para abordar essas preocupações e garantir que os padrões ambientais e de qualidade sejam mantidos. O aumento das importações de UCO também está sendo considerado na implementação do Programa de Padrão de Combustíveis Renováveis, que exige uma certa quantidade de biocombustível misturado ao abastecimento de combustível do país anualmente.

“Estamos preocupados que, a menos que a EPA e outras agências tomem medidas rapidamente, isso poderia potencialmente minar a integridade do Padrão de Combustíveis Renováveis”.

Disse Geoff Cooper, CEO da Renewable Fuels Association a Bloomberg

Grupos industriais e associações estão se mobilizando para proteger seus interesses e garantir que as importações não prejudiquem injustamente a indústria local. O caso também levanta questões mais amplas sobre as relações comerciais entre China e Estados Unidos, com o risco de tensões adicionais devido a possíveis práticas comerciais desleais.

Em resumo, as importações suspeitas de óleo de cozinha usado da China para os Estados Unidos representam um desafio significativo para os esforços de promoção de energias renováveis, a integridade ambiental e os interesses econômicos do país. A necessidade de uma resposta robusta por parte das autoridades e da indústria é evidente, visando garantir a conformidade regulatória e a justiça comercial.

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