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Lucrar com a queda? É hora de operar “vendido” em CMGI4

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A notícia da possível federalização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), representada pelas ações CMIG3 e CMIG4, sacudiu o mercado financeiro nas últimas semanas, deixando investidores em alerta. O plano de federalizar as estatais mineiras em troca da redução da dívida do estado trouxe incertezas significativas para o cenário das ações da empresa estadual de energia.

Antes da proposta de federalização, havia uma diferença notável entre as ações CMIG3 (ordinárias) e CMIG4 (preferenciais), motivada pelo potencial prêmio que as ações ordinárias poderiam receber em caso de privatização. No entanto, com o governador mineiro Romeu Zema concordando com o plano de federalização, as ações CMIG4 sofreram uma queda de 10%, enquanto as CMIG3 registraram uma baixa de cerca de 5%. Esse movimento resultou em um prêmio de 41% para as CMIG3, que aumentou para 46% com o fechamento dos mercados. Esse prêmio já havia atingido o pico de 71% nos últimos doze meses, destacando a volatilidade do mercado.

Agora, com a probabilidade de privatização praticamente nula, o Banco Itaú BBA analisou o spread entre CMIG3 e CMIG4 com base no valuation implícito da federalização. Considerando os direitos de tag along de 80% para as CMIG3, o preço de fechamento de R$ 16 por ação na quinta-feira implicava que o governo federal teria que pagar R$ 20 por ação para adquirir o controle acionário do governo de Minas Gerais. O tag along de 80%, estabelecido pela Lei das Sociedades Anônimas, garante aos acionistas minoritários uma proporção correspondente do valor pago ao controlador.

No entanto, o sucesso da federalização ainda depende da aprovação dos termos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que implica a necessidade de premissas razoáveis para o valuation.

Nesse cenário, o Banco Itaú BBA identificou duas operações que estão no radar dos investidores, com base nas diferenças entre os ativos ON e PN:

  1. Long (posição comprada) em CMIG3 x Short (posição vendida) em CMIG4: Essa operação pressupõe a concessão dos direitos de tag along para as CMIG3, proporcionando aos investidores uma vantagem significativa. Além disso, essa estratégia pode limitar o risco de desvalorização, pois o governo de Minas Gerais não transferirá a empresa se o preço não for considerado “pelo menos razoável”. A federalização também aumenta o risco negativo para as CMIG4, devido à possível mudança na gestão e no plano estratégico.
  2. Long CMIG4 x Short CMIG3: Esta operação considera a possibilidade de que os direitos de tag along não sejam concedidos às CMIG3 e que o preço atual das ações implique um valuation caro a ser pago pelo governo federal, o que é difícil de justificar. Além disso, essa estratégia parte do pressuposto de que a privatização é agora altamente improvável, eliminando a necessidade de um grande prêmio entre as duas classes de ações.

No entanto, os analistas do Banco Itaú BBA destacam que “shortear” as CMIG3 é um desafio devido à baixa liquidez dessas ações, além de 62% delas estarem nas mãos do setor público e 31% concentradas em um investidor privado, restando apenas 6% nas mãos de outros investidores privados.

Eles também alertam para o fato de que o fluxo de notícias provavelmente continuará pressionando pela federalização, o que poderia ser prejudicial para a empresa. No curto prazo, eles recomendam “shortear” as CMIG4 devido à maior liquidez e menor custo de venda. No entanto, eles reconhecem que existem obstáculos significativos para a concretização desse acordo, incluindo a aprovação de projetos de lei tanto na Assembleia Legislativa do Estado quanto no Congresso, bem como a aprovação dos termos pelo TCU e pelo TCE. Portanto, a ação pode se recuperar no médio e longo prazo, caso a proposta de federalização se revele inviável.

Em resumo, as ações da Cemig estão enfrentando um período de turbulência e incerteza devido à proposta de federalização, e os investidores estão considerando cuidadosamente suas estratégias à luz desses desenvolvimentos recentes.

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