
- Execução define vencedores, com destaques como ARCO, RIAA3 e ASAI3
- Consumo fraco pressiona varejo, derrubando GMAT3 e AZZA3
- Mercado Livre cresce forte, mas margens entram no radar
O setor de varejo brasileiro deve enfrentar um primeiro trimestre desafiador em 2026, marcado por desaceleração econômica e consumo mais fraco, segundo relatório do Santander.
Mesmo assim, algumas empresas devem se destacar pela execução, enquanto outras devem decepcionar o mercado com queda de vendas e pressão nas margens.
Destaques positivos surpreendem mesmo com consumo fraco
Entre os principais destaques estão Assaí (ASAI3), C&A Modas (CEAB3), Riachuelo (RIAA3) e Arcos Dorados (ARCO).
A Riachuelo deve apresentar crescimento de 9,1% nas vendas mesmas lojas (SSS), com expansão de margem bruta de 140 bps e avanço de 90 bps na margem EBITDA .
Já a C&A deve mostrar recuperação sequencial, com SSS de cerca de 3%, revertendo queda anterior .
No caso do Assaí, mesmo com queda de 0,6% nas vendas mesmas lojas, a empresa deve compensar com expansão de margem de 40 bps, sustentando rentabilidade .
A Arcos Dorados deve ser um dos maiores destaques, com:
- Receita +14% YoY
- EBITDA +22% YoY
- Lucro líquido dobrando para US$ 28 milhões
Pressão no consumo derruba resultados de parte do setor
Por outro lado, empresas como Grupo Mateus (GMAT3) e Azzas 2154 (AZZA3) devem apresentar números fracos.
O Grupo Mateus deve registrar:
- queda de 1,2% nas vendas mesmas lojas
- redução de 140 bps na margem EBITDA, para 6,4%
Já a Azzas deve sofrer ainda mais, com:
- queda de 6,5% na receita
- EBITDA recuando 11%
O cenário reflete inflação de alimentos mais baixa, menor poder de compra e aumento da concorrência.
Mercado Livre cresce forte, mas margem preocupa
O Mercado Libre (MELI34) deve continuar crescendo em ritmo acelerado, com:
- GMV +34%
- TPV +28%
- Receita +42%
Apesar disso, a margem EBIT deve cair para 7,7%, redução de cerca de 5 pontos percentuais, o que deve manter investidores atentos à rentabilidade.