Pés no chão

Ânima (ANIM3) evita ampliar gastos com marketing mesmo após pressão no EAD

Companhia afirma que manterá disciplina comercial, enquanto cursos presenciais compensam perdas no ensino a distância.

Foto: Divulgação/Ânima
Foto: Divulgação/Ânima
  • Ânima (ANIM3) descarta ampliar gastos de marketing sem controle
  • Cursos presenciais compensaram parte das perdas no EAD
  • Divisão de medicina sofreu pressão maior da concorrência

A Ânima (ANIM3) afirmou que não pretende ampliar de forma descontrolada os investimentos em marketing ao longo de 2026, mesmo após elevar em 15,8% as despesas comerciais no primeiro trimestre.

Segundo a CEO Paula Harraca, os gastos com marketing devem permanecer dentro do orçamento planejado para o ano. Além disso, a executiva destacou que a companhia utiliza inteligência artificial e análise de dados para direcionar investimentos comerciais.

Mudanças no EAD pressionam setor

O aumento das despesas ocorreu principalmente durante o vestibular de verão e após as mudanças nas regras do ensino a distância impostas pelo MEC.

Apesar disso, a administração afirmou que os cursos presenciais conseguiram compensar parte das perdas registradas nas graduações no formato EAD.

Segundo Paula Harraca, o setor atravessa um momento mais desafiador e exige maior precisão nos investimentos em captação de alunos. Por isso, a companhia afirmou que não pretende “abrir a torneira” dos gastos comerciais.

Medicina enfrenta maior concorrência

Ao mesmo tempo, a divisão de medicina também começou a sentir maior pressão competitiva. O resultado operacional da área caiu 2,2%, encerrando o trimestre em R$ 219 milhões.

Além disso, a margem da operação recuou 4,5 pontos percentuais, chegando a 53,4%. Segundo Tiago Garcia Moraes, o mercado de cursos médicos se tornou mais competitivo nos últimos meses.

A companhia também informou que o tíquete médio da divisão caiu após aumento na participação de alunos financiados pelo Fies, além de maiores gastos com convênios, parcerias e marketing.

MEC e Enamed seguem no radar

A administração afirmou ainda que acompanha as discussões envolvendo o Enamed, avaliação do MEC para os cursos de medicina.

Apesar das críticas aos resultados recentes, a companhia disse não esperar cancelamentos de vestibulares nas graduações avaliadas com notas mais baixas.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.