Impacto

Ata do Copom e produção industrial testam apostas para corte da Selic

Dados divulgados na última terça ajudam mercado a calibrar expectativas para juros em março.

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  • Ata do Copom reforça expectativa de início do corte da Selic em março
  • Emprego aquecido segue como principal risco inflacionário
  • Produção industrial pode ajustar apostas do mercado para juros

A ata do Copom e os dados da produção industrial divulgados na última terça-feira (3) devem influenciar o humor dos mercados. Ambos ajudam investidores a ajustar as apostas sobre o início do ciclo de corte da Selic, esperado para março.

No exterior, um shutdown parcial nos Estados Unidos adia a divulgação de indicadores de emprego. Ainda assim, o tema não gera estresse relevante, já que as negociações no Congresso americano seguem em andamento.

Ata do Copom entra no radar

O Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano na última reunião. No entanto, sinalizou que pode iniciar a flexibilização da política monetária em março, caso o cenário esperado se confirme.

Na ata, o Copom reforçou que a magnitude e a duração dos cortes dependerão dos dados. Além disso, destacou que manter juros elevados por mais tempo foi essencial para reconduzir a inflação à meta.

Assim, o mercado segue dividido entre um corte de 25 ou 50 pontos-base, diante de sinais mistos da economia.

Emprego forte ainda preocupa

Apesar do arrefecimento gradual da inflação, o mercado de trabalho segue aquecido. Esse fator preocupa a autoridade monetária, pois pode gerar pressões inflacionárias adicionais.

Quanto mais forte o emprego, maior tende a ser o consumo. Nesse cenário, o Banco Central costuma manter juros elevados para conter a demanda.

Por isso, a leitura da ata reforça uma postura cautelosa na condução da política monetária.

Produção industrial pode influenciar apostas

Os dados da produção industrial de 2025, divulgados às 9h da última terça-feira pelo IBGE, também entram no radar. A mediana das projeções aponta alta de 0,6%, segundo o Valor Data.

Caso se confirme, o número indica forte desaceleração frente a 2024, quando a indústria cresceu 3,1%. As estimativas variam entre 0,5% e 1,5%.

Assim, um dado mais fraco pode reforçar o argumento para cortes de juros, enquanto surpresas positivas tendem a limitar apostas mais agressivas.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.