
- Banco descarta dividendos extraordinários no curto prazo
- Payout permanece em 30% via JCP e/ou dividendos
- Foco está na recuperação do agro e da rentabilidade
O Banco do Brasil (BBAS3) afirmou que não pretende discutir dividendos extraordinários neste momento. A declaração veio do CFO Geovanne Tobias após a divulgação do resultado do 4T25.
Embora o banco tenha superado projeções no lucro, a administração adota postura conservadora. Assim, a prioridade segue sendo a recuperação da rentabilidade e o monitoramento do crédito, especialmente no agronegócio.
Capital confortável, mas foco segue na rentabilidade
Segundo o CFO, o banco mantém situação de capital confortável. No entanto, a instituição ainda avalia com cautela a recuperação do agro e a cobrança das dívidas do setor.
Além disso, Tobias destacou que o momento exige disciplina para reconstruir níveis de retorno considerados ideais. Portanto, a discussão sobre dividendos extras só deve ocorrer após consolidação dessa melhora.
O executivo reforçou que a política atual prevê payout de 30%, anunciado em janeiro. Dessa forma, o banco seguirá distribuindo proventos via JCP e/ou dividendos, dentro desse limite.
Estratégia prioriza estabilidade nos próximos anos
Para os próximos três anos, a administração pretende manter prudência. Embora o capital permita alguma flexibilidade, a gestão entende que ainda não há espaço para ampliar distribuição.
Ao mesmo tempo, o banco busca estabilizar indicadores de crédito e rentabilidade. Assim, a prioridade recai sobre fortalecimento operacional antes de qualquer aumento relevante nos pagamentos.
Com isso, investidores que esperavam sinalização de dividendos extraordinários precisarão aguardar um cenário mais sólido.