
- Lucro estimado entre R$ 4,0 bi e R$ 4,1 bi no 4T25
- Provisões elevadas pressionam ROE próximo de 9%
- Recuperação deve ganhar força apenas na 2ª metade de 2026
O Banco do Brasil (BBAS3) divulga o resultado do 4T25 após o fechamento do mercado, e analistas esperam mais um trimestre de queda no lucro. As estimativas apontam para números pressionados por provisões elevadas.
O Itaú BBA projeta lucro próximo de R$ 4,1 bilhões, com ROE ao redor de 9%, o mais fraco entre os grandes bancos. Assim, a recuperação deve ficar concentrada na segunda metade de 2026.
Provisões seguem no centro do debate
O BBA estima provisões ainda elevadas, enquanto a XP calcula custo de risco de 4,8% em 2025, com despesas próximas de R$ 62 bilhões. Além disso, o segmento Agro continua como principal foco de preocupação.
A carteira total deve crescer cerca de 3% ano contra ano, com Pessoa Física puxando expansão. Entretanto, Corporate e Agro enfrentam desaceleração diante de juros altos.
O Goldman Sachs também vê provisões no topo do guidance, entre R$ 59 bilhões e R$ 62 bilhões, e ROE próximo de 8,5%, bem abaixo do registrado um ano antes.
O que esperar de 2026
O guidance deve indicar lucro entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões em 2026, com ROE entre 11% e 13%. Portanto, a retomada parece gradual e dependente de melhora na qualidade do crédito.
O BBI projeta lucro de R$ 4 bilhões no trimestre, com leve avanço na receita e estabilização das provisões. Ainda assim, a rentabilidade segue distante dos níveis históricos.
Com dividend yield modesto e múltiplos acima da média histórica, parte do mercado mantém visão cautelosa. Assim, BBAS3 entra no resultado sob expectativa contida.