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Banco Pleno quebra e BC intervém: clientes entram em alerta imediato; entenda

Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno após colapso de liquidez; investidores com CDB correm para entender como receber.

Imagem: Divulgação
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  • BC decretou a liquidação do Banco Pleno por insolvência e irregularidades
  • FGC pagará investidores até R$ 250 mil por CPF
  • Banco tinha cerca de R$ 5,2 bilhões em CDBs e já sofria corrida de confiança

O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (18) retirar o Banco Pleno do sistema financeiro. Assim, a autoridade monetária afirmou que a instituição apresentou grave deterioração financeira, falhas regulatórias e incapacidade de manter liquidez.

A medida interrompe imediatamente as operações do banco. Com isso, clientes deixam de movimentar contas e passam a depender do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para recuperar parte do dinheiro aplicado.

O que levou à quebra

Nos últimos meses, o banco, antigo Voiter, já mostrava sinais claros de crise. Ele tinha dificuldade para captar recursos e passou a oferecer CDBs com taxas muito acima do CDI no mercado secundário, típico sintoma de perda de confiança.

Além disso, o ato do BC, assinado por Gabriel Galípolo, aponta comprometimento da situação econômico-financeira e descumprimento de normas bancárias. Na prática, a autoridade concluiu que não existia plano viável de recuperação.

Por fim, apesar do barulho no mercado, o impacto sistêmico é pequeno. O conglomerado tinha apenas 0,04% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional.

Quem é o dono e a ligação com o Master

O controlador do banco é Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Aliás, o Pleno surgiu justamente após a saída dele da sociedade.

Antes disso, o grupo Master incorporou o banco em 2024. Porém, a permanência foi curta e cercada por incertezas regulatórias. Em 2025, o BC aprovou a transferência de controle, originando oficialmente o Banco Pleno.

Portanto, o banco ainda buscava comprador recentemente, mas as negociações fracassaram.

E o dinheiro dos clientes?

A partir da liquidação, o FGC assume o ressarcimento. O fundo cobre:

  • até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ
  • limite global de R$ 1 milhão a cada 4 anos

O Pleno possuía cerca de R$ 6,8 bilhões em passivos, sendo aproximadamente R$ 5,2 bilhões em CDBs. Estimativas indicam R$ 4,9 bilhões elegíveis à garantia.

O pagamento não é automático. Primeiro, o banco envia a lista de credores ao FGC. Depois, o investidor valida dados no aplicativo e informa uma conta para receber. O processo costuma começar em cerca de 30 dias úteis, e a liberação ocorre poucos dias após a validação.

O que significa liquidação extrajudicial

Esse regime é aplicado quando o BC conclui que o banco não tem mais condições de sobreviver.

Nesse sentido, diferente de intervenção temporária, aqui ocorre a retirada definitiva da instituição do sistema financeiro.

Desse modo, todas as dívidas passam a ser consideradas vencidas. O banco para de operar e seus ativos são vendidos para pagar credores.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.