
- 82% das apostas veem o Bitcoin abaixo de US$ 65 mil
- Probabilidade de queda abaixo de US$ 55 mil sobe para 60%
- ETFs perdem fluxo e reforçam o pessimismo
O Bitcoin (BTC) voltou ao menor nível desde a posse de Donald Trump e reacendeu apostas de queda mais profunda. Agora, operadores já precificam um cenário abaixo de US$ 65 mil ainda em 2026.
Ao mesmo tempo, o ativo perdeu força como proteção de risco e acumula queda de cerca de 40% desde o recorde acima de US$ 126 mil, registrado em outubro.
Apostas indicam queda adicional
Na Polymarket, contratos apontam 82% de chance de o Bitcoin cair para US$ 65 mil neste ano. Além disso, o nível fica cerca de 13% abaixo das cotações recentes.
Em seguida, o pessimismo aumenta no cenário extremo. As apostas para o BTC terminar abaixo de US$ 55 mil subiram para 60%, contra níveis bem menores no início do ano.
Por outro lado, a probabilidade de recuperação até US$ 100 mil caiu para 54%, bem abaixo dos 80% observados em janeiro.
Curto prazo mais pressionado
No horizonte mais imediato, o viés negativo é ainda mais forte. Um mercado de fevereiro atribui 72% de chance de o BTC ficar abaixo de US$ 70 mil até 1º de março.
Além disso, mais de US$ 1,7 milhão em apostas sustentam esse cenário. Assim, o fluxo reflete o pessimismo em tempo real dos traders.
Esse movimento ocorre porque ETFs seguem registrando saídas e as correlações macroeconômicas falham em sustentar o preço.
Sentimento segue deteriorado
Desde outubro, o sentimento cripto permanece negativo. Uma liquidação inesperada naquele período destruiu bilhões em posições alavancadas e mudou o humor do mercado.
Depois disso, novas ondas de venda impediram a recuperação. Com isso, o valor total do mercado cripto caiu para cerca de US$ 2,5 trilhões, ante mais de US$ 4 trilhões no pico.
Além disso, os ETFs de cripto listados nos EUA tiveram saídas próximas de US$ 4 bilhões nos últimos três meses, reduzindo uma das principais fontes de suporte aos preços.
Wall Street segue dividida
Apesar do pessimismo nos mercados de previsão, bancos e gestores ainda divergem. Algumas casas reduziram projeções, mas mantêm expectativa de alta relevante.
Instituições como Standard Chartered e Bernstein ainda projetam o Bitcoin em até US$ 150 mil no fim do ano. No entanto, o mercado exige novos gatilhos.
Por enquanto, a leitura dominante segue cautelosa. Sem retomada de fluxo e narrativa clara, o viés permanece de pressão no curto prazo.