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Braskem (BRKM5) desaba após Citi cortar recomendação para venda

Banco vê cenário fraco para spreads petroquímicos e aumenta preocupação com estrutura de capital.

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  • Citi rebaixou BRKM5 para venda e manteve preço-alvo em R$ 8
  • Banco projeta Ebitda fraco e continuidade da queima de caixa
  • Risco de reestruturação de capital volta ao radar

As ações da Braskem (BRKM5) caíram forte após o Citi rebaixar a recomendação para venda/alto risco. Por volta das 16h15, os papéis recuavam 3,47%, a R$ 9,45.

O banco manteve preço-alvo de R$ 8, indicando potencial de queda adicional. A decisão veio após a alta recente das ações e a piora do cenário do setor.

O que pesou no relatório

O Citi destacou fundamentos globais ainda fracos para o mercado petroquímico. A oferta segue elevada, enquanto os spreads continuam pressionados.

Mesmo com aumento pontual de preços nos EUA por causa de tempestades de inverno, o banco projeta Ebitda fraco no 4T25 e em 2026.

Além disso, os analistas alertaram para queima de caixa acelerada, o que pode pressionar a estrutura de capital nos próximos trimestres.

O risco maior para a empresa

O banco avalia que a Braskem mantém posição de caixa relevante. Contudo, a continuidade da geração negativa pode exigir ajuste financeiro.

O relatório também reduziu expectativas de melhora rápida nos spreads. Assim, investidores passam a considerar possibilidade de aumento de capital ou renegociação de dívida.

Sobre eventual apoio da Petrobras (PETR4), o Citi vê baixa probabilidade de injeção de recursos. A operação elevaria a dívida consolidada da estatal para acima de US$ 75 bilhões, afetando política de dividendos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.