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Braskem (BRKM5) despenca mais de 10% após suspeita de calote bilionário no BBAS3

Crédito de R$ 3,6 bilhões teria impactado carteira do Banco do Brasil, mas operação foi regularizada em janeiro.

Braskem (BRKM5) despenca mais de 10% após suspeita de calote bilionário no BBAS3
  • BRKM5 caiu mais de 10% após associação a crédito de R$ 3,6 bi
  • BB transferiu a operação para fundo de créditos estressados
  • Petrobras abriu caminho para avanço na venda de participação

As ações da Braskem (BRKM5) caíram mais de 10% nesta quinta-feira depois que o mercado associou a companhia a um crédito inadimplente de R$ 3,6 bilhões no Banco do Brasil (BBAS3) no quarto trimestre.

Embora o banco tenha regularizado a operação em janeiro, investidores reagiram com forte aversão ao risco. Além disso, a notícia surgiu após uma sequência de altas expressivas do papel, o que ampliou a realização de lucros.

Caso pressiona percepção de risco

O Banco do Brasil informou que um crédito específico elevou a inadimplência da carteira de pessoas jurídicas para 3,75% no trimestre. Entretanto, a instituição não divulgou oficialmente o nome da empresa envolvida.

Mesmo assim, o mercado vinculou o caso à Braskem. Com isso, operadores ajustaram posições rapidamente, enquanto o volume financeiro aumentou ao longo do pregão.

Além disso, o vice-presidente de Riscos do BB afirmou que o banco transferiu a operação para um fundo especializado em créditos estressados. Dessa forma, a instituição reduziu a exposição direta ao ativo.

Petrobras e venda de ações aumentam volatilidade

Ao mesmo tempo, a Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou que não exercerá o direito de preferência na eventual venda de ações da Braskem pela Novonor ao Shine FIDC.

Com essa decisão, a estatal autorizou a diretoria a implementar as medidas necessárias para viabilizar a operação. Portanto, o mercado passou a monitorar também possíveis mudanças na estrutura acionária.

Assim, a combinação entre o episódio do crédito e o movimento societário elevou a volatilidade do papel e reforçou o clima de cautela entre investidores.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.