
- JP Morgan mantém visão neutra para Braskem (BRKM5) e preço-alvo de R$ 10,50.
- Margens fracas, consumo de caixa e alavancagem de 14,8x Ebitda pesam na tese.
- Excesso global de oferta de PE limita a recuperação do setor.
A Braskem (BRKM5) continua sob pressão, segundo o JP Morgan, que manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 10,50 para as ações.
O banco aponta excesso global de oferta, margens comprimidas e alavancagem elevada como os principais entraves para uma recuperação mais rápida.
Margens e caixa seguem no radar
O JP Morgan destaca que a pressão sobre margens continua limitando os resultados da Braskem. Ao mesmo tempo, o consumo recorrente de caixa reduz a flexibilidade financeira da companhia.
Por fim, a alavancagem atingiu 14,8 vezes o Ebitda no 3T25, nível considerado elevado para o atual estágio do ciclo.
Excesso de oferta trava o setor
O banco avalia que o mercado global de polietileno (PE) enfrenta um período prolongado de excesso de oferta, com margens fracas e baixa utilização de capacidade.
Mesmo com recuperação gradual da demanda, a expansão acelerada de capacidade, principalmente na China, segue pressionando preços.
Reestruturação ainda exige visibilidade
O JP Morgan reconhece que a reestruturação da Braskem pode destravar valor, mas afirma que falta clareza sobre o ritmo e o impacto das medidas.
Diante disso, o banco mantém postura cautelosa com a ação no curto e médio prazo.