
- Governo propõe zerar ICMS do diesel importado até maio.
- União oferece R$ 1,5 bi por mês para compensar estados.
- Medida tenta evitar greve e conter impacto na economia.
O governo federal apresentou uma proposta para zerar o ICMS do diesel importado até o fim de maio. A medida surge em meio à alta dos preços e ao risco crescente de greve de caminhoneiros.
Ao mesmo tempo, a União ofereceu R$ 1,5 bilhão por mês para compensar parte das perdas dos estados. Com isso, o Planalto tenta evitar um impacto maior na economia.
Governo tenta conter pressão nos preços
A proposta prevê dividir o custo da desoneração com os estados. No total, o impacto pode chegar a R$ 3 bilhões mensais, segundo a equipe econômica.
Além disso, a adesão não é automática. Como o ICMS é estadual, cada governo local decide se participa ou não.
Enquanto isso, há resistência entre os estados. Portanto, a negociação segue em aberto e deve avançar até o fim de março.
Alta global pressiona o diesel
O movimento ocorre em meio à disparada do diesel no mercado internacional. Além disso, o Brasil importa cerca de 27% do combustível consumido, o que amplia o impacto externo.
Ao mesmo tempo, fatores como petróleo, frete e seguro elevam os custos. Com isso, o preço interno se descola do mercado global.
Assim, o governo também reforça medidas de fiscalização para conter abusos. Entre elas, está o monitoramento mais rígido das operações no setor.
Risco de greve entra no radar
A proposta faz parte de um pacote mais amplo para evitar uma paralisação nacional. Nos últimos dias, caminhoneiros intensificaram a pressão diante da alta do diesel.
Além disso, o governo já reduziu tributos federais e ampliou subsídios. Ainda assim, o risco de greve segue no radar.
Com isso, o Planalto também endureceu o discurso sobre o cumprimento do frete mínimo. Portanto, a estratégia busca aliviar a tensão no setor logístico.