
- Operação da PF elevou temores sobre o futuro do Digimais
- Possível liquidação pode gerar nova conta bilionária para o FGC
- Banco Central acompanha a instituição há anos por questões financeiras e regulatórias
A possível intervenção do Banco Central no Digimais, instituição controlada pelo empresário Edir Macedo, voltou a preocupar o mercado financeiro após a operação da Polícia Federal realizada na terça-feira (23).
O motivo vai além do futuro do banco. Uma eventual liquidação da instituição pode ampliar significativamente a conta do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que ainda absorve os impactos bilionários provocados pelo caso Banco Master.
Operação aumenta pressão sobre o banco
O Digimais já vinha sendo acompanhado pelo Banco Central desde 2023 por questões relacionadas à estrutura de capital e à qualidade de seus balanços.
Com a operação da PF, que investiga suspeitas de manipulação de demonstrativos contábeis e registros regulatórios, o mercado passou a enxergar um risco maior de medidas mais duras por parte do regulador.
Caso o BC decida pela liquidação da instituição, investidores com aplicações cobertas pelo FGC poderão acionar a garantia de até R$ 250 mil por CPF e instituição.
FGC pode enfrentar nova conta bilionária
O impacto potencial preocupa porque o FGC já viu seu caixa ser fortemente pressionado após os desdobramentos envolvendo o Banco Master.
Embora o tamanho do Digimais seja menor, uma eventual quebra exigiria novos desembolsos do fundo para ressarcir milhares de investidores.
Enquanto isso, o mercado acompanha os próximos passos do Banco Central, que ainda não anunciou qualquer intervenção na instituição.