
- BTG projeta dividendos da Petrobras em torno de US$ 1,3 bi no 4T25
- Capex elevado limita fluxo de caixa e payout
- Banco mantém recomendação neutra e vê upside restrito
Os dividendos da Petrobras (PETR3; PETR4) referentes ao 4T25 podem ficar abaixo do esperado pelo mercado, segundo o BTG Pactual. A avaliação reflete menor geração de caixa e a postura mais conservadora da empresa em relação ao endividamento.
De acordo com o banco, os dividendos devem ficar em torno de US$ 1,3 bilhão, o que representa yield de aproximadamente 1,3%, abaixo do consenso mais otimista, que projeta US$ 1,7 bilhão.
Capex pressiona fluxo de caixa
Segundo os analistas, o plano de investimentos é hoje a variável mais crítica para o cálculo dos dividendos. Em 2025, o capex deve ter atingido o limite superior da meta, impulsionado pela aceleração de projetos de exploração e produção.
Para o trimestre, o BTG estima investimentos entre US$ 5,2 bilhões e US$ 5,8 bilhões. Nesse cenário, o fluxo de caixa livre deve ficar próximo de US$ 2,8 bilhões.
Esse valor já considera cerca de US$ 1,7 bilhão ligado a fusões e aquisições, o que reduz ainda mais a folga financeira.
Valorização segue limitada
Com geração de caixa mais apertada, o banco vê pouco espaço para dividendos mais robustos no curto prazo. Além disso, a empresa evita elevar o endividamento.
Somado a isso, o ambiente macro-político segue com baixa visibilidade, o que aumenta a cautela dos investidores.
Por esse motivo, o BTG mantém postura conservadora em relação às ações.
Recomendação permanece neutra
O BTG Pactual mantém recomendação neutra para a Petrobras. O preço-alvo das ADRs negociadas em Nova York segue em US$ 15, em linha com a cotação recente.
Assim, o banco entende que o risco-retorno está equilibrado, sem gatilhos claros no curto prazo.
Por fim, a atenção do mercado segue concentrada no capex e na política de dividendos.