
- PRIO3 foi eleita favorita pelo BTG no setor de óleo e gás, com forte geração de caixa e catalisadores operacionais.
- PETR4 foi rebaixada para recomendação neutra, por causa de desafios de caixa e menor atratividade relativa.
- UGPA3 também aparece como top pick, com diversificação e potencial robusto de valorização.
O BTG Pactual colocou Prio (PRIO3) no centro das atenções do setor de petróleo e gás, enquanto Petrobras (PETR4) teve sua recomendação rebaixada para neutra. A mudança reflete desafios da estatal com fluxo de caixa e geração de caixa, tornando a PRIO3 mais atraente para investidores.
Diferente da Petrobras, a Prio apresenta crescimento operacional sólido e geração de caixa consistente. A empresa deve iniciar a produção no campo de Wahoo no 1º trimestre de 2026, com potencial de cerca de 40 mil barris por dia, somado a otimizações contínuas no campo de Peregrino.
O BTG considera que essa evolução operacional, aliada a desalavancagem e retorno de capital aos acionistas, transforma a PRIO3 na ação preferida do setor neste momento.
Por que PRIO3 é a nova queridinha do mercado
A margem de geração de caixa da Prio pode chegar a 23% este ano, bem acima da média do setor. Além disso, o papel apresenta dividend yield de cerca de 11%, combinando crescimento e retorno de renda para acionistas.
O banco definiu preço-alvo de R$ 56 para PRIO3, indicando potencial de alta de até 30%. Considerando os dividendos, o retorno total pode atingir 41% em 12 meses.
Esses fatores tornam a PRIO3 mais dinâmica e com perfil de risco/retorno mais atraente do que a PETR4, especialmente em um cenário de volatilidade no preço do petróleo.
Outras top picks do BTG no setor
Além da Prio, o BTG destacou a Ultrapar (UGPA3) como outra ação de destaque no setor de energia e gás. A empresa combina portfólio diversificado com disciplina na alocação de capital, incluindo Ipiranga, Ultragaz, Hidrovias e Ultracargo.
Para a Ultrapar, o preço-alvo é de R$ 31, com potencial de valorização de cerca de 39% no ano. Incluindo dividendos, o retorno total pode chegar a 43%.
A recomendação reforça que ações com modelos de negócio enxutos ou diversificados podem superar papéis tradicionais do setor quando o preço do petróleo e as condições macroeconômicas apresentam volatilidade.