
- NUCL11 subiu 15,03% em janeiro
- ETF é ligado ao setor nuclear e urânio
- Liquidez e risco devem entrar na conta
O NUCL11 chamou atenção em janeiro ao registrar alta de 15,03% em apenas um mês. O desempenho equivale a um retorno anual da Selic, mas concentrado em poucas semanas.
O ETF acompanha o MVIS Global Uranium & Nuclear Energy Index e reúne empresas do setor nuclear. Mesmo assim, antes de investir, é importante avaliar riscos e liquidez.
Por que subiu tanto
O avanço ocorreu em meio ao fortalecimento da tese de energia nuclear. Governos ampliaram o debate sobre transição energética e fontes alternativas aos combustíveis fósseis.
Além disso, o crescimento de data centers e inteligência artificial elevou a demanda por energia estável. O setor nuclear ganhou espaço nesse contexto.
Segundo dados de mercado, quem investiu R$ 100 no NUCL11 há 12 meses teria cerca de R$ 154. No mesmo período, o Ibovespa teria levado o valor para perto de R$ 137.
O que o investidor precisa avaliar
Apesar da forte valorização, o ETF possui cerca de 4,6 mil cotistas e patrimônio ao redor de R$ 40 milhões. Portanto, a liquidez é menor do que a de produtos mais populares.
Além disso, o produto cobra taxa global de aproximadamente 0,60% ao ano. Como se trata de renda variável, oscilações podem gerar perdas.
Assim, o desempenho recente não garante novos ganhos. O investidor deve analisar perfil de risco, horizonte de investimento e diversificação antes de tomar decisão.