
- JP Morgan, UBS e Bank of America venderam milhões de ADRs da Vale (VALE3)
- SPX praticamente zerou posição e Kapitalo saiu totalmente
- Prejuízo contábil no 4T25 ajudou a aumentar cautela de investidores
Grandes instituições financeiras diminuíram de forma relevante a exposição à Vale (VALE3) no fim de 2025. Documentos regulatórios nos Estados Unidos mostram vendas expressivas de recibos da mineradora negociados em Nova York.
A redução envolve bancos globais e também gestoras brasileiras. O movimento chamou atenção porque ocorreu justamente após resultados mistos e discussões sobre estratégia de capital da companhia.
Quem vendeu e quanto
O JP Morgan reduziu cerca de 49% da posição, equivalente a 4,3 milhões de ADRs. Já o UBS cortou 51%, vendendo aproximadamente 4,7 milhões de papéis.
O braço de gestão do Bank of America diminuiu ainda mais a exposição, ao se desfazer de 7 milhões de recibos, queda de 41% em relação ao trimestre anterior.
Outros investidores também venderam. A Bridgewater reduziu 18% da participação, enquanto o Morgan Stanley cortou 12%. No Brasil, a SPX praticamente zerou posição e a Kapitalo encerrou totalmente a fatia menor que mantinha.
O que explica o movimento
Os dados vêm dos formulários 13F da SEC, que mostram apenas posições compradas em ações listadas nos EUA. Portanto, não incluem derivativos ou posições vendidas.
A Vale reportou prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no 4T25, influenciado por baixas contábeis em ativos de níquel. Apesar disso, o Ebitda ajustado ficou acima das expectativas, sustentado por volumes e preços de minério e cobre.
Mesmo assim, o desempenho gerou leitura dividida entre investidores. Desde então, a ação caiu após o balanço, embora ainda acumule valorização relevante em 2026.