Bem posicionada

Goldman aposta em Copel (CPLE3) como grande favorita de leilão bilionário de energia

Banco vê maior geração de valor na estatal paranaense e alerta para riscos de alavancagem em concorrentes.

Copel GDI
Copel GDI
  • Copel (CPLE3) aparece como principal beneficiária do leilão de março
  • Projetos hídricos têm vantagem por menor custo operacional
  • Alavancagem pode limitar concorrentes como Auren (AURE3)

O Goldman Sachs avaliou o leilão de reserva de capacidade de 2026, marcado para 18 de março, e apontou a Copel (CPLE3) como a companhia mais bem posicionada para capturar valor entre as geradoras hidrelétricas.

Segundo o banco, a empresa reúne projetos prontos, baixo custo operacional e forte potencial de expansão. Enquanto isso, concorrentes podem enfrentar limitações financeiras ou regulatórias durante a disputa.

Onde está a vantagem

A Copel (CPLE3) lidera o potencial de crescimento com cerca de 2,1 GW de expansão, superando Axia (AXIA3), Auren (AURE3), Engie Brasil (EGIE3) e Cemig (CMIG4).

O destaque fica para as usinas Foz do Areia e Segredo. Na primeira, a infraestrutura já existe e exige apenas instalação de turbinas, o que reduz investimentos e aumenta retorno.

Já em Segredo, haverá obras adicionais, porém o projeto ainda apresenta competitividade. O banco estima que o capex total possa alcançar R$ 8,8 bilhões.

Quem pode ficar para trás

A Axia (AXIA3) também aparece competitiva e pode sustentar dividendos maiores com energia mais cara. Ainda assim, seu investimento previsto é menor que o da Copel.

Por outro lado, a Auren (AURE3) possui projeto atrativo, porém a alavancagem próxima de cinco vezes dívida sobre EBITDA pode limitar participação no certame.

Cemig (CMIG4) e Engie Brasil (EGIE3) enfrentam restrições estruturais e menor retorno estimado, o que levou o banco a manter recomendação de venda para ambas.

O que está em jogo

O leilão busca contratar potência firme para garantir segurança energética do país. Projetos hidrelétricos terão vantagem porque utilizam infraestrutura existente.

Além disso, não possuem custo de combustível, o que reduz despesas operacionais e melhora competitividade frente às térmicas.

No total, o mercado estima cerca de 5,5 GW de expansão potencial em usinas já instaladas, criando oportunidades relevantes para o setor elétrico.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.