
- Goldman eleva recomendação para compra e preço-alvo para R$ 22
- Valuation abaixo de pares globais e potencial de expansão com queda de juros
- Fluxo estrangeiro e payout de 100% sustentam a tese
A B3 (B3SA3) já subiu cerca de 25% nos últimos três meses, acima do Ibovespa, mas o Goldman Sachs elevou a recomendação para compra. Além disso, o banco aumentou o preço-alvo de R$ 14,80 para R$ 22.
Mesmo após a forte alta, o banco vê espaço adicional de valorização. Portanto, a tese combina múltiplos ainda descontados, expectativa de queda de juros e maior entrada de capital estrangeiro.
Valuation ainda comporta expansão
O Goldman avalia que a ação negocia a 14,1 vezes o lucro estimado para 2026, em linha com a média histórica. No entanto, o múltiplo segue abaixo dos pares globais, que operam perto de 21,5 vezes.
Além disso, o banco acredita que o P/L pode se expandir em um ciclo de afrouxamento monetário. Com juros menores, o custo de capital cai e os ativos de bolsa tendem a ganhar prêmio.
Ao mesmo tempo, o fluxo estrangeiro reforça essa leitura. Segundo dados citados pelo banco, o Brasil recebeu US$ 5,9 bilhões em entradas líquidas nas primeiras seis semanas de 2026, superando todo o fluxo de 2025.
Proventos e volumes no radar
O Goldman também destaca que os pagamentos extraordinários de JCP podem sustentar resultados no curto prazo. Como consequência, o banco projeta payout de 100%, com dividend yield e recompras equivalentes a 7% em 2026.
Além disso, o aumento da volatilidade eleitoral pode elevar volumes negociados. Em janeiro, o volume médio diário em ações ficou em R$ 33,8 bilhões, 33% acima da média de 2025.
Por fim, o banco afirma que suas estimativas de lucro estão 12% acima do consenso para 2026 e 14% acima para 2027, o que reforça a tese construtiva para o papel.