
- Rotação global reduz foco nos EUA e aumenta busca por emergentes
- Brasil aparece como principal destino de capital estrangeiro
- Ações ainda negociam com desconto e podem subir mais
Após anos concentrados nos Estados Unidos, investidores internacionais começaram a mudar a direção do capital. Bancos globais identificam uma rotação relevante para ações fora do país, e o Brasil passou a figurar entre os principais destinos.
Mesmo depois da alta recente, analistas afirmam que o movimento não terminou. Pelo contrário, o rali pode entrar em uma segunda fase sustentada por lucros corporativos, juros menores e entrada contínua de recursos estrangeiros.
A grande rotação começou
Relatórios de grandes bancos mostram que a preferência por tecnologia americana perdeu força. Investidores agora buscam ações de valor, empresas cíclicas e países emergentes.
Nesse contexto, a América Latina voltou ao topo de desempenho global. O índice MSCI LatAm sobe cerca de 18% no ano, e ainda pode avançar ao menos mais 11% em cenário conservador.
Além disso, os fluxos ainda são considerados pequenos frente a ciclos anteriores. Entraram cerca de US$ 60 bilhões em emergentes em 2025 e outros US$ 65 bilhões neste início de 2026, muito abaixo dos US$ 330 bilhões vistos entre 2009 e 2013.
Por que o Brasil virou favorito
Os estrategistas classificam o Brasil como o principal beneficiado. O país combina juros elevados, moeda atrativa e ações baratas, fatores que atraem capital estrangeiro.
Outro ponto relevante é a composição da Bolsa, com grande peso de setores cíclicos e commodities. Ademais, esse perfil tende a ganhar quando a economia global acelera e quando bancos centrais iniciam cortes de juros.
Além disso, muitas small caps ficaram para trás durante o rali recente. Por fim, para analistas, isso abre uma nova janela de valorização, especialmente em empresas ligadas à economia doméstica.