Disputa bancária

Itaú (ITUB4) ainda lidera: veja qual bancão ficou mais atrativo após os balanços

Resultados do 4T25 mantêm preferência do mercado e aumentam cautela com estatais.

Bancos
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  • Itaú (ITUB4) permanece o banco preferido após balanços
  • Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) dividem opiniões
  • Banco do Brasil (BBAS3) ainda enfrenta cautela apesar do lucro

Os quatro grandes bancos divulgaram seus resultados do quarto trimestre de 2025. Mesmo com surpresas pontuais, os números não mudaram a hierarquia do setor bancário na Bolsa.

O Itaú (ITUB4) continua como preferido dos analistas. Enquanto isso, Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) dividem opiniões, e o Banco do Brasil (BBAS3) ainda enfrenta cautela dos investidores.

Quem saiu na frente

O Itaú (ITUB4) registrou lucro recorrente de R$ 12,3 bilhões no trimestre, alta anual de 13,2%. Além disso, o banco atingiu ROE de 24,4%, o maior nível de rentabilidade em anos recentes.

Por isso, diversas casas mantiveram recomendação de compra. Analistas veem execução consistente, eficiência operacional e crescimento mais previsível.

Mesmo assim, parte do mercado enxerga valorização mais limitada. A ação já subiu forte e negocia a múltiplos superiores aos concorrentes.

Bradesco e Santander seguem no meio do caminho

O Bradesco (BBDC4) apresentou lucro de R$ 6,5 bilhões, crescimento de 20,6% anual. Contudo, o guidance considerado conservador gerou dúvidas sobre a velocidade da recuperação.

Já o Santander (SANB11) lucrou R$ 4,086 bilhões. O banco mostrou melhora operacional, porém ainda enfrenta questionamentos sobre qualidade de crédito e inadimplência.

Assim, analistas permanecem divididos. Parte aposta em recuperação gradual, enquanto outra prefere aguardar resultados mais consistentes.

O ponto de atenção do Banco do Brasil

O Banco do Brasil (BBAS3) lucrou R$ 5,7 bilhões no trimestre, acima das previsões. Mesmo assim, investidores mantêm cautela.

O retorno sobre patrimônio ficou em 12,4%, abaixo dos níveis históricos. Além disso, preocupações com crédito rural e renegociações pesam na percepção de risco.

Por outro lado, estrangeiros enxergam valuation descontado. Ainda assim, o mercado local segue mais conservador com a estatal.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.