
- ITUB4 e BPAC11 lideram as apostas, com ROE acima de 26% e dividendos relevantes.
- ROXO34 e INBR32 oferecem crescimento, com expansão de lucro e crédito acima de 25%.
- Setor bancário deve crescer até 15% em lucro em 2026, sustentando o interesse do mercado.
Os grandes bancos de investimento projetam 2026 como um ano sólido para ações brasileiras, com destaque para o setor financeiro. A expectativa envolve crescimento de crédito, melhora de margens e retorno elevado sobre o patrimônio.
Entre os destaques, analistas apontam bancos tradicionais, bancos digitais e plataformas financeiras como os principais beneficiados do cenário macro, mesmo com juros ainda elevados no curto prazo.
Bancos tradicionais lideram projeções
O Itaú Unibanco (ITUB4) aparece como principal escolha. A projeção indica ROE próximo de 26% em 2026, crescimento de lucro de dois dígitos e dividend yield estimado entre 7% e 8%, sustentado por eficiência operacional e foco em alta renda.
O BTG Pactual (BPAC11) também figura entre as favoritas. As estimativas apontam ROE acima de 26%, com forte geração de receitas em investment banking, crédito corporativo e gestão de recursos.
Já o Banco do Brasil (BBAS3) e o Bradesco (BBDC4) aparecem com visão mais cautelosa. O mercado projeta crescimento mais moderado do lucro, pressionado por custos e maior seletividade no crédito.
Bancos digitais e crescimento acelerado
Entre os bancos digitais, o Nubank (ROXO34) segue como destaque. As projeções indicam crescimento do lucro por ação de cerca de 56% em 2026, impulsionado por expansão de margem e ganho de escala na América Latina.
O Banco Inter (INBR32) também mantém viés positivo. O crescimento da carteira de crédito pode chegar a 27%, com melhora gradual da rentabilidade e avanço em produtos de maior margem.
Esses papéis são vistos como apostas de crescimento estrutural, embora com maior volatilidade no curto prazo.
O que sustenta o otimismo para 2026
As projeções consideram crescimento do crédito entre 6% e 9% no sistema financeiro, controle da inadimplência e retorno consistente ao acionista, via dividendos e recompra de ações.
Além disso, analistas estimam lucro agregado dos grandes bancos crescendo entre 10% e 15% em 2026, mesmo em um cenário macro ainda desafiador.
O foco do mercado está em empresas com balanços sólidos, alta rentabilidade e geração previsível de caixa, capazes de atravessar ciclos econômicos com menor risco.