Valorização

Itaú muda recomendação e Yduqs (YDUQ3) e Cogna (COGN3) disparam na Bolsa

Banco vê avaliação atrativa, forte geração de caixa e melhora operacional no setor de educação.

Cogna 750x375 1
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  • Itaú BBA elevou YDUQ3 e COGN3 para compra, citando valuation e caixa
  • Yduqs pode gerar FCFE de R$ 508 milhões em 2026, com yield de 14%
  • Cogna mira FCFE de R$ 840 milhões, apoiada por melhora operacional

O Itaú BBA elevou a recomendação de Yduqs (YDUQ3) e Cogna (COGN3) para compra, o que impulsionou as ações no pregão desta terça-feira. O movimento ocorre após um rali do setor em 2025, mas com espaço adicional de valorização, segundo o banco.

Enquanto isso, o relatório destaca valuation atrativo, crescimento de receita e alto fluxo de caixa livre como principais catalisadores para 2026.

Yduqs fica para trás no rali e vira oportunidade

A Yduqs (YDUQ3) teve recomendação elevada de market perform para outperform, com preço-alvo de R$ 19, ante R$ 16. Como resultado, a ação avançava 8,8%, negociada a R$ 15,01 no fim da manhã.

Segundo o Itaú, a empresa negocia a 7 vezes P/L estimado para 2026, nível considerado atrativo. Além disso, o banco projeta crescimento de 5,5% da receita líquida no próximo ano, impulsionado pelo ensino presencial.

Por fim, o Itaú estima FCFE de R$ 508 milhões em 2026, o que representa yield de 14%, sustentado por EBITDA mais alto e menores despesas financeiras.

Cogna ganha tração operacional e mira 2026

Para a Cogna (COGN3), o Itaú também elevou a recomendação para compra e revisou o preço-alvo para R$ 6, ante R$ 3,30. As ações subiam 3,3%, cotadas a R$ 4,70.

O banco projeta receita líquida de R$ 7,9 bilhões em 2026, com alta anual de 11%. O crescimento deve vir do segmento presencial, da KrotonMed, da Vasta e da Saber, apoiada pelo PNLD.

Além disso, o Itaú estima FCFE de R$ 840 milhões em 2026, o que equivale a yield de 10%, reforçado por melhor conversão de EBITDA em caixa.

Visão setorial segue positiva

Mesmo após a forte valorização em 2025, o Itaú avalia que o setor ainda oferece boas assimetrias de retorno, principalmente entre empresas com caixa forte e alavancagem controlada.

Nesse contexto, o banco mantém preferência por nomes com exposição ao presencial, disciplina de custos e capacidade de geração de caixa.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.