
- Klabin é rebaixada para neutra após rali e upside limitado
- Suzano mantém recomendação de compra e potencial de 21%
- Preço da celulose para 2026 segue estimado em US$ 570 por tonelada
O Itaú BBA revisou as estimativas para papel e celulose após os resultados do quarto trimestre e decidiu rebaixar Klabin (KLBN11) para neutra. Ainda assim, elevou o preço-alvo da companhia para o fim de 2026, refletindo premissas de custo de capital mais baixas.
Ao mesmo tempo, o banco manteve Suzano (SUZB3) como principal escolha no setor. Além disso, preservou a estimativa de US$ 570 por tonelada para a celulose em 2026, indicando mudanças operacionais limitadas nas projeções.
Klabin perde tração após rali recente
O Itaú BBA elevou o preço-alvo de KLBN11 para R$ 23, ante R$ 21, o que implica potencial de alta de cerca de 10%. No entanto, o banco entende que o papel já negocia próximo do valor justo, com 7,4 vezes EV/EBITDA estimado para 2026.
Além disso, os analistas reduziram em 2% a projeção de Ebitda 2026 para R$ 7,95 bilhões, pressionada por preços de papel abaixo do consenso. Portanto, apesar do reajuste no alvo, o espaço para valorização ficou mais limitado após a alta recente.
Por fim, a companhia anunciou antecipação de R$ 1,1 bilhão em dividendos referentes a 2026, embora as units já negociem ex-provento. Assim, o banco avalia que boa parte das expectativas positivas já está refletida na cotação.
Suzano segue como principal aposta
Por outro lado, o Itaú BBA manteve recomendação outperform para SUZB3 e elevou o preço-alvo para R$ 70, ante R$ 58. Dessa forma, o potencial de valorização estimado chega a 21%.
O banco projeta Ebitda de R$ 24,7 bilhões em 2026, praticamente estável, enquanto o múltiplo estimado é de 5,9 vezes EV/EBITDA, considerado atrativo frente aos pares. Além disso, o posicionamento dos investidores no setor ainda é baixo, o que pode ampliar movimentos positivos.
Embora o fluxo de caixa livre deva sofrer impacto do desembolso de R$ 9,5 bilhões na joint venture com a Kimberly-Clark, o FCF yield alcançaria 10% ao excluir esse efeito. Portanto, o banco entende que Suzano oferece melhor relação risco-retorno no curto prazo.