Varejo em xeque

Magalu (MGLU3) desaba quase 50% em 2026: ação pode encontrar gatilhos para reagir?

Juros elevados, prejuízo e perda de espaço no e-commerce pressionam a varejista, mas analistas enxergam possíveis catalisadores para o segundo semestre.

magazine luiza 8
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  • Magazine Luiza (MGLU3) acumula queda de quase 50% em 2026
  • Juros elevados e prejuízo pressionaram os resultados da companhia
  • Black Friday, Natal e possível alívio na Selic podem ajudar na recuperação das ações

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) acumulam queda de quase 50% em 2026 e lideram as perdas do Ibovespa no ano. O desempenho reflete uma combinação de juros elevados, pressão sobre os resultados e uma disputa cada vez mais intensa no comércio eletrônico.

Desde a divulgação do balanço do primeiro trimestre, os papéis intensificaram as perdas. No período, a companhia registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 33,9 milhões, revertendo o lucro obtido um ano antes.

Juros altos seguem pesando sobre os resultados

Segundo analistas, a principal pressão sobre a companhia continua sendo o ambiente de juros elevados.

Com a Selic em 15%, o custo financeiro da dívida aumentou e reduziu a capacidade de conversão do desempenho operacional em lucro líquido.

Além disso, o cenário macroeconômico mais restritivo também afeta a demanda por bens duráveis, segmento que representa uma parcela relevante das vendas da varejista.

E-commerce perde espaço para concorrentes

Outro desafio relevante apareceu no comércio eletrônico.

No primeiro trimestre, o Magazine Luiza registrou retração superior a 10% nas operações digitais, tanto em vendas próprias quanto no marketplace.

A empresa atribuiu parte desse movimento ao avanço de plataformas focadas em produtos de menor valor, aumentando a competição por consumidores e reduzindo sua participação no mercado online.

Segundo semestre pode trazer alívio

Apesar das dificuldades recentes, analistas veem alguns gatilhos que podem favorecer uma recuperação das ações.

A companhia espera uma sazonalidade mais positiva nos próximos meses, impulsionada por eventos como Black Friday, Natal e o aumento do consumo relacionado à Copa do Mundo, especialmente em categorias como televisores e eletrodomésticos.

Além disso, uma eventual melhora nas expectativas para os juros poderia reduzir despesas financeiras e estimular a concessão de crédito, beneficiando as vendas.

Enquanto o Citigroup elevou sua recomendação para neutra após a forte correção dos papéis, o Morgan Stanley manteve visão cautelosa e recomendação equivalente à venda, citando perda de participação no e-commerce e perspectivas ainda desafiadoras para o setor.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.