Possíveis cenários

MEC cancela Mais Médicos 3 e balança ações de educação; veja quem perde mais

Portaria do Ministério da Educação interrompe criação de 5.900 vagas de Medicina e frustra parte do mercado.

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  • Cancelamento elimina 5.900 vagas previstas de Medicina
  • Impacto é levemente negativo, mas mercado já não precificava o programa
  • Setor pode ganhar disciplina competitiva com menor expansão de oferta

O Ministério da Educação cancelou o edital do Mais Médicos 3, que previa a criação de 5.900 novas vagas de graduação em Medicina. A decisão muda o cenário para as empresas de educação listadas na Bolsa.

Analistas avaliam que o impacto é levemente negativo, mas divergem sobre o tamanho do efeito nas ações de ANIM3, COGN3, YDUQ3 e SEER3.

Goldman vê impacto limitado nas ações

O Goldman Sachs considera o cancelamento marginalmente negativo. O banco estimava potencial de alta de até 8% para Afya, 8% para YDUQ3, 18% para ANIM3 e 1% para COGN3, caso o programa avançasse.

Ainda assim, o banco afirma que o mercado não havia precificado totalmente esse opcional. Além disso, o MEC já vinha sinalizando preocupação com a qualidade do ensino médico, após resultados fracos no ENAMED e expansão acelerada de vagas nos últimos anos.

O Goldman não espera nova portaria no curto prazo, pois o estoque atual de vagas já permitiria atingir a meta da OCDE de 3,5 médicos por mil habitantes até 2030.

BBI aponta fim de vetor de alta, mas vê lado positivo

O Bradesco BBI também classifica o movimento como levemente negativo, pois elimina um possível vetor adicional de crescimento para as companhias.

Por outro lado, a decisão reduz o risco de excesso de oferta e pressão sobre preços, o que melhora a dinâmica competitiva do setor.

O banco destaca que seus modelos não incluíam novas vagas do MM3, portanto não revisa preços-alvo. No cenário anterior, SEER3, ANIM3 e YDUQ3 eram as mais sensíveis ao programa.

Itaú BBA vê ambiente mais equilibrado

O Itaú BBA avalia que a medida tende a criar um ambiente competitivo mais saudável.

Embora limite planos de expansão, o cancelamento evita um aumento expressivo da oferta.

Na prática, o setor perde um catalisador de crescimento, mas ganha maior previsibilidade regulatória.

Recomendações por empresa

Afya: recomendação de venda, preço-alvo de US$ 16.

ANIM3: recomendação de compra pelo Goldman, com preço-alvo de R$ 5,50.

COGN3: compra, preço-alvo de R$ 5,00.

YDUQ3: neutra, preço-alvo de R$ 15.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.