
- MOTV3 cresce 24% no EBITDA no 4T, mas ação cai 1,11%
- Receita sobe 7%, porém fica abaixo das projeções do Goldman
- Custos menores sustentam margem e mantêm recomendação de compra
A Motiva (MOTV3) reportou crescimento de 24% no EBITDA no 4T, em linha com o consenso, e manteve parte relevante das recomendações de compra. Ainda assim, o papel fechou em queda de 1,11%, a R$ 16,99.
Embora os números tenham mostrado avanço operacional consistente, o mercado reagiu com realização. Dessa forma, o desempenho positivo no balanço não se traduziu em alta no pregão.
Segmentos crescem, mas receita frustra
O destaque ficou para rodovias, com alta de cerca de 21% no EBITDA, e mobilidade urbana, que avançou 65%. Além disso, aeroportos cresceram aproximadamente 32%, sustentados por maior tráfego.
A receita líquida consolidada subiu 7% na comparação anual, porém ficou 4% abaixo das estimativas do Goldman Sachs. Segundo o banco, tarifas médias menores que o esperado limitaram o avanço.
Por outro lado, os custos caixa ajustados caíram 13%, o que compensou parte da frustração na receita e sustentou a expansão de margem. Assim, o equilíbrio operacional permitiu ganho relevante no EBITDA ajustado.
Alavancagem e próximos gatilhos
A alavancagem permaneceu estável frente ao trimestre anterior, refletindo pagamentos de outorgas recentes enquanto os ativos ainda amadurecem. Portanto, o ciclo de investimentos segue no radar.
De acordo com a XP, o tráfego pode acelerar se o PIB crescer acima do esperado, o que beneficiaria as concessões rodoviárias. Além disso, novos projetos com retorno superior ao custo de capital representam potencial adicional.
Mesmo com recomendação majoritária de compra, o papel continua sensível a expectativas de crescimento e execução. Assim, o mercado avalia se o ritmo operacional será suficiente para sustentar nova reprecificação.