Setor imobiliário

MRV (MRVE3), Cyrela (CYRE3) e Direcional (DIRR3) ganham sinal positivo mesmo com queda nos lançamentos

Mercado imobiliário registra menos projetos novos, mas vendas continuam avançando no país.

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  • Lançamentos de imóveis caíram 4,9% no primeiro trimestre
  • Vendas seguiram crescendo no mercado imobiliário
  • Construtoras mantêm postura mais cautelosa com novos projetos

MRV (MRVE3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e outras construtoras seguem no radar do mercado após o setor imobiliário registrar queda nos lançamentos, mas avanço nas vendas no primeiro trimestre.

Segundo levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), os lançamentos de imóveis caíram 4,9% na comparação anual. Apesar disso, as vendas continuaram crescendo no período.

Vendas seguem sustentando setor

O resultado reforça a percepção de que a demanda imobiliária continua resiliente mesmo em um cenário de juros ainda elevados no Brasil.

Além disso, o desempenho das vendas ajuda a reduzir estoques das incorporadoras e melhora a geração de caixa das companhias listadas na Bolsa.

O mercado também interpreta o movimento como um sinal de maior disciplina operacional das empresas, que passaram a lançar projetos com mais cautela após períodos de pressão nos custos e no crédito.

Juros ainda limitam novos projetos

Apesar da melhora comercial, o nível elevado da Selic continua afetando decisões de novos lançamentos no setor.

Construtoras seguem priorizando projetos com maior retorno financeiro e menor risco de execução enquanto aguardam maior previsibilidade para o mercado de crédito imobiliário.

Enquanto isso, investidores continuam monitorando o comportamento dos juros, da renda e da inadimplência, fatores considerados decisivos para o desempenho das incorporadoras nos próximos trimestres.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.