Olho no futuro

Nem o upgrade salvou: Prio (PRIO3) cai mesmo com preço-alvo maior e promessa de dividendos

Banco mantém compra e vê nova fase de retorno ao acionista após desalavancagem.

PRIO
Prio/Divulgação
  • Preço-alvo subiu para R$ 60 com recomendação de compra
  • Mercado teme resultados mais fracos no curto prazo
  • Dividendos podem ganhar força após 2026

As ações da Prio (PRIO3) fecharam em queda mesmo após recomendação positiva do Citi. O banco elevou o preço-alvo de R$ 55 para R$ 60, indicando potencial de alta.

Ainda assim, o papel recuou cerca de 2,8%, encerrando perto de R$ 53. O movimento surpreendeu investidores, já que a casa reiterou visão favorável para a empresa.

Por que a ação caiu

O mercado reagiu ao curto prazo. Analistas esperam resultados mais fracos no quarto trimestre por causa de preços menores do petróleo e volumes mais baixos.

Além disso, parte dos investidores já antecipava notícias positivas. Assim, o upgrade não trouxe um catalisador imediato para a cotação.

Mesmo com a queda, o banco manteve a empresa como preferida do setor. A expectativa é de redução gradual do custo de capital com juros menores.

O que pode mudar a tese

O Citi acredita que a companhia caminha para uma nova fase de distribuição de dividendos após reduzir sua dívida até 2026. Com menos alavancagem, o foco passa a ser retorno ao acionista.

Outro gatilho relevante é o campo de Wahoo. A operação depende apenas da licença para iniciar produção.

Além disso, os custos de extração no campo de Peregrino devem cair nos próximos anos. Portanto, o mercado acompanha a execução desses projetos para reavaliar a ação.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.