Ritmo operacional

P-79 chega a Búzios e acelera próximo salto de produção da Petrobras (PETR4)

Nova plataforma do pré-sal reforça cronograma da Petrobras e antecipa expectativa de aumento relevante na oferta de petróleo.

P-79 chega a Búzios e acelera próximo salto de produção da Petrobras (PETR4)
  • P-79 chega a Búzios no prazo e entra em comissionamento
  • Capacidade mira 180 mil barris/dia e 7,2 milhões m³/dia de gás
  • Próximos passos envolvem ancoragem e interligação com os poços

A plataforma P-79 chegou ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, e a Petrobras (PETR4) disse que a entrega ocorreu dentro do cronograma. Agora, a unidade inicia o comissionamento, etapa que prepara os sistemas para começar a produzir.

Mesmo sem efeito imediato no volume do dia, a chegada reduz risco operacional e aumenta a visibilidade do calendário. Por isso, o mercado tende a acompanhar de perto a ancoragem e, depois, a conexão com os poços.

O que muda em Búzios

A P-79 tem capacidade de 180 mil barris/dia e pode comprimir 7,2 milhões de m³/dia de gás. Assim, ela adiciona escala a um dos ativos mais estratégicos do portfólio da PETR4.

Além disso, a empresa rebocou a unidade com tripulação a bordo, estratégia que já funcionou na P-78. Com isso, a equipe manteve sistemas em preparo durante a viagem e acelerou o caminho até a operação.

O campo já opera com P-74, P-75, P-76, P-77, P-78, além de Almirante Barroso e Almirante Tamandaré. Portanto, a P-79 vira a 8ª unidade em operação quando concluir as próximas etapas.

Próximas etapas e bastidores do projeto

Depois do comissionamento, a Petrobras avança para a ancoragem e, em seguida, faz a interligação aos poços produtores. Dessa forma, a unidade passa do teste para a produção com menos interrupções.

O projeto faz parte do plano de 12 FPSOs previstos para Búzios. Enquanto isso, o consórcio reúne Petrobras (operadora), CNOOC, CNODC e PPSA, o que mantém o campo no centro da estratégia do pré-sal.

A construção ficou com a SAME Netherlands BV, joint venture de Saipem e Hanwha Ocean, com integração em Geoje-Si. Além disso, módulos vieram de China, Brasil, Coreia do Sul e Indonésia, e a viagem até o Brasil levou cerca de 3 meses.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.