
- Concessão de 30 anos envolve 504 km e R$ 9,4 bilhões em investimentos
- Empresa vencedora poderá cobrar novos pedágios já em julho
- Resultado do leilão pode influenciar diretamente empresas de concessões na Bolsa
O leilão da Rota Mogiana acontece nesta sexta feira e já entrou no radar do mercado financeiro. A concessão envolve 504 km de rodovias entre a região de Campinas e a divisa com Minas Gerais, com contrato de 30 anos.
Quatro grupos demonstraram interesse e o vencedor terá autorização para implementar novas tarifas de pedágio já a partir de julho. Entre os participantes está a Motiva (MOTV3), antiga CCR, considerada uma das principais candidatas pelo histórico no ativo.
Projeto bilionário
O projeto prevê cerca de R$ 9,4 bilhões em investimentos ao longo da concessão. Apesar do tamanho elevado, analistas avaliam que a estrutura financeira é administrável para as empresas do setor.
Primeiro, a operação deve gerar Ebitda positivo desde o início. Depois, a entrada gradual do sistema de pedágio eletrônico tende a ampliar a geração de caixa nos primeiros anos.
Além disso, apenas cerca de 43% dos aportes ocorrerão nos sete primeiros anos, o que reduz a pressão financeira imediata sobre o operador vencedor.
O que pode acontecer com as ações
O critério do leilão será o maior valor de outorga fixa. Isso costuma evitar lances muito agressivos e ajuda a preservar a rentabilidade futura das concessões.
Segundo analistas, a Motiva (MOTV3) aparece bem posicionada porque a nova concessão substitui a Renovias, cujo contrato termina em 2026. Portanto, vencer a disputa manteria a presença estratégica da companhia na região.
Por outro lado, bancos alertam que a concorrência pode limitar retornos. Assim, o impacto nas ações dependerá principalmente do preço ofertado pelo vencedor.