
- Produção da Petrobras cresce 4% em março e atinge 2,66 milhões de barris/dia
- Campo de Búzios bate recorde e lidera expansão no pré-sal
- Banco vê preço-alvo em R$ 35 e mantém recomendação neutra para PETR4
A Petrobras (PETR4) voltou ao radar do mercado após forte avanço na produção em março, com crescimento consistente nos principais campos do pré-sal. Ainda assim, o relatório do Santander mantém cautela e aponta um cenário de valorização limitado.
Além disso, mesmo com melhora operacional clara e perspectiva positiva para abril, o banco segue com recomendação neutra e projeta preço-alvo bem abaixo da cotação atual, indicando possível correção relevante no papel.
Produção dispara e pré-sal puxa crescimento
A Petrobras registrou produção doméstica de cerca de 2,66 milhões de barris por dia em março, alta de 4% na comparação mensal. Com isso, o 1T26 fechou com média de 2,56 milhões de barris/dia, avanço de 2% no trimestre .
O crescimento veio principalmente de Búzios, Atapu e Jubarte, com destaque para Búzios, que atingiu cerca de 1 milhão de barris/dia, um recorde histórico para o campo .
Além disso, a produção total de óleo e gás chegou a 3,46 milhões de barris de óleo equivalente por dia, reforçando o bom momento operacional da companhia.
Abril segue forte e plano 2030 ganha tração
Os dados preliminares de abril indicam continuidade da alta, com crescimento de cerca de 1% mês contra mês nos principais campos do pré-sal .
O avanço é sustentado por novas plataformas, como a P-78 e a expectativa de entrada da P-79, que deve adicionar cerca de 160 mil barris/dia à produção da companhia .
Com isso, a Petrobras segue alinhada ao plano estratégico, que prevê produção de aproximadamente 2,5 milhões de barris/dia em 2026, reforçando a tese operacional da empresa.
Mesmo com avanço, valuation liga alerta
Apesar do bom desempenho, o Santander mantém recomendação neutra, destacando que o papel já precifica boa parte do cenário positivo.
O banco projeta preço-alvo de R$ 35 para 2026, bem abaixo da cotação atual de cerca de R$ 51,74, indicando risco de queda relevante .
Entre os principais riscos, estão queda no preço do petróleo, mudanças na política de dividendos e produção abaixo do esperado, fatores que podem pressionar as ações no curto prazo.