
- Petrobras (PETR4) ainda teria gasolina defasada em mais de 20%
- Governo anunciou subsídio de R$ 0,44 por litro
- Bancos veem necessidade de novos reajustes nos combustíveis
A Petrobras (PETR4) ainda pode ser obrigada a elevar os preços da gasolina nos próximos meses, mesmo após o governo federal anunciar novos subsídios para combustíveis.
A avaliação é do Itaú BBA, que vê uma defasagem relevante nos preços praticados pela estatal.
Governo anunciou novo subsídio
O governo federal definiu um subsídio de R$ 0,44 por litro para a gasolina.
Além disso, criou um modelo de cashback equivalente a impostos para o diesel, estimado em R$ 0,35 por litro.
A medida substituirá a atual isenção de PIS/Cofins, que expira no fim de maio.
Diesel ficou alinhado, gasolina não
Segundo o Itaú BBA, os preços do diesel ficaram alinhados à política comercial da Petrobras após os subsídios.
Enquanto isso, a gasolina ainda apresentaria defasagem superior a 20% frente às referências internacionais de mercado.
Por isso, o banco continua vendo necessidade de novos reajustes nos preços da gasolina.
Petróleo elevado mantém pressão
A pressão sobre os combustíveis aumentou após a disparada recente do petróleo em meio às tensões envolvendo EUA e Irã.
Além disso, investidores seguem monitorando riscos geopolíticos e possíveis impactos sobre oferta global da commodity.
O movimento mantém o mercado atento às próximas decisões da Petrobras sobre combustíveis.
BBI também vê espaço para reajustes
O Bradesco BBI calcula que o preço implícito da gasolina da Petrobras subiria para cerca de US$ 95 por barril após os subsídios.
Mesmo assim, o valor continuaria abaixo da referência do Golfo dos EUA, estimada em US$ 142 por barril.
Segundo o banco, uma eventual redução adicional de tributos poderia abrir espaço para novos reajustes da estatal.