
- Produção cresce 18,6% no ano, mas cai 1,1% no trimestre
- Capex elevado e pagamentos extras reduzem geração de caixa
- Dividendos estimados entre US$ 1,0 bi e US$ 1,3 bi no 4T
A Petrobras (PETR4) reportou produção média de 3,081 milhões de boed no 4T, alta de 18,6% na comparação anual. Em relação ao 3T25, houve leve recuo de 1,1%, movimento já antecipado pelo mercado.
No acumulado de 2025, a média ficou em 2,96 milhões de boed, avanço de 11,1%. Assim, os números operacionais vieram próximos das expectativas dos analistas.
Produção neutra, caixa pressionado
XP e JP Morgan classificaram os dados como neutros, embora destaquem desestocagem de cerca de 178 mil barris/dia no trimestre. Além disso, o pré-sal manteve peso dominante, com 82% da produção.
O Itaú BBA projeta Ebitda de US$ 10,6 bilhões, queda de 12% frente ao trimestre anterior. Já o Goldman Sachs estima US$ 1,3 bilhão em dividendos ordinários, equivalente a yield de cerca de 1%.
Entretanto, pagamentos ligados ao leilão do pré-sal e ao campo de Jubarte pressionam o caixa. Portanto, eventos não recorrentes afetam o resultado final.
Capex elevado reduz espaço para proventos
O BBA estima capex de US$ 5,7 bilhões no 4T, enquanto o desembolso total pode chegar a US$ 6,4 bilhões com itens extras. Dessa forma, a geração de caixa livre fica mais apertada.
O BTG Pactual projeta Ebitda de US$ 11,25 bilhões, queda de 5% sequencial, e dividendos ao redor de US$ 1,2 bilhão, abaixo do consenso. Além disso, a queda do Brent pesa no trimestre.
Com maior investimento e saídas pontuais, o mercado vê dividendos pressionados no curto prazo. Assim, PETR4 segue com recomendação neutra para parte dos analistas.