
- Cade admitiu recurso que questiona a compra de 30% da Copasa (CSMG3) pela Equatorial (EQTL3).
- Sindicato afirma que a operação deveria passar por análise ordinária devido à atuação da Equatorial na Sabesp (SBSP3).
- Equatorial e Copasa terão cinco dias úteis para apresentar manifestação ao órgão antitruste.
A privatização da Copasa (CSMG3) ganhou um novo capítulo após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) admitir um recurso que questiona a aprovação da compra de 30% das ações da companhia pela Equatorial (EQTL3).
A decisão não suspende a operação, mas abre espaço para uma nova análise do processo, após o sindicato da categoria alegar que a operação não poderia ter sido aprovada pelo rito sumário adotado pela autarquia.
Recurso questiona análise simplificada do Cade
O Sindágua-MG argumenta que a Equatorial (EQTL3) já possui atuação relevante no mercado de saneamento por meio de sua participação na Sabesp (SBSP3), adquirida durante a privatização da companhia paulista em 2024.
Segundo o sindicato, essa participação deveria ter impedido que a operação fosse analisada pelo rito sumário, reservado para casos com menor potencial de impacto concorrencial.
Ao admitir o recurso, o relator José Levi determinou que Equatorial e Copasa apresentem manifestação em até cinco dias úteis sobre os questionamentos levantados.
Empresas defendem continuidade do processo
A decisão do Cade não analisa o mérito da operação, mas reconhece que as alegações apresentadas justificam uma reavaliação antes da conclusão definitiva do processo.
Em nota, a Copasa informou que não comenta decisões do Cade, enquanto a Equatorial afirmou que acompanha normalmente a tramitação e que o processo segue dentro dos procedimentos regulatórios previstos.
Caso o recurso seja acolhido, o órgão poderá determinar que a operação passe por uma análise mais aprofundada, o que pode ampliar o prazo para a conclusão da aquisição da participação na companhia mineira.