
- Prejuízo de R$ 15,65 bilhões e dívida líquida de R$ 55,3 bilhões
- Capex preservado para plantio e segurança, com cortes em áreas não essenciais
- Moagem cai 9,3%, mas empresa mantém foco na base produtiva
A Raízen (RAIZ4) afirmou que vai preservar investimentos em plantio e segurança dos canaviais, mesmo em meio à sua turbulência financeira. A companhia enfrenta dívida elevada e conduz um processo de reestruturação.
No terceiro trimestre da safra 2025/26, a empresa reportou prejuízo líquido de R$ 15,65 bilhões, enquanto a dívida líquida saltou 43,4%, para R$ 55,3 bilhões. Ainda assim, a gestão reforçou que não vai comprometer a base produtiva.
Corte seletivo de investimentos
Segundo a diretoria, a companhia manterá o capex ligado à produção agrícola e avaliará a postergação de projetos não prioritários. Portanto, a estratégia prioriza açúcar, etanol e distribuição de combustíveis.
Para a safra 2025/26, o investimento total deve ficar entre a parte média e inferior do guidance de R$ 9 bilhões a R$ 9,8 bilhões. Além disso, a empresa projeta redução de cerca de R$ 3 bilhões em capex ligado à eficiência.
Na temporada anterior, os aportes somaram R$ 11,9 bilhões, o que indica ajuste relevante no ritmo de expansão.
Moagem menor e foco na recuperação
Até o terceiro trimestre da safra, a Raízen investiu R$ 5,7 bilhões. Contudo, o último trimestre concentra desembolsos maiores, sobretudo em açúcar e etanol.
No campo operacional, a moagem atingiu 70,3 milhões de toneladas, queda de 9,3% na comparação anual, pressionada por eventos climáticos como geadas.
Assim, a companhia tenta equilibrar desalavancagem e preservação da produtividade, enquanto atravessa um dos momentos mais desafiadores de sua estrutura financeira.