Financeiro pesa

Rede D’Or (RDOR3) vê lucro cair mesmo com receita bilionária e expansão hospitalar

Gigante da saúde ampliou faturamento e Ebitda no 1º trimestre, mas juros mais altos e despesas financeiras pressionaram o resultado final.

Rede D’Or (RDOR3) vê lucro cair mesmo com receita bilionária e expansão hospitalar
  • Rede D’Or (RDOR3) teve queda de 7% no lucro do 1º trimestre
  • Companhia ampliou receita, Ebitda e capacidade hospitalar
  • Juros elevados e despesas financeiras pressionaram resultado

A Rede D’Or (RDOR3) registrou lucro líquido de R$ 967,3 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 7% na comparação anual. Apesar disso, a companhia manteve forte crescimento operacional, impulsionado pela expansão hospitalar e pelo avanço da área de seguros.

Ao mesmo tempo, a receita consolidada avançou 10,5%, alcançando R$ 14,34 bilhões. Desse total, a maior parte veio das operações de seguradora e previdência, enquanto hospitais e oncologia também sustentaram o crescimento.

Ebitda avança, mas financeiro pesa

O Ebitda somou R$ 2,97 bilhões no trimestre, crescimento de 27,3% frente ao mesmo período de 2025. Além disso, a ocupação hospitalar subiu para 77,5%, refletindo maior demanda por internações.

Enquanto a operação ganhou força, o resultado financeiro líquido piorou quase 60%, ficando negativo em R$ 1,37 bilhão. Segundo a companhia, o avanço do CDI e o maior nível de endividamento elevaram as despesas financeiras.

Além disso, os gastos com imposto de renda e contribuição social cresceram 47,6%, pressionando ainda mais o lucro líquido da empresa.

Expansão hospitalar segue acelerada

A companhia encerrou março com 13.555 leitos, aumento de 501 unidades em um ano. O crescimento foi impulsionado principalmente pela expansão dos hospitais São Luiz São Bernardo, Caxias D’Or e São Lucas.

Ao mesmo tempo, o volume de pacientes-dia avançou 4,1%, totalizando 727,5 mil diárias no trimestre. Dessa forma, a empresa manteve crescimento operacional consistente mesmo em meio ao cenário de juros elevados.

Por fim, a dívida líquida atingiu R$ 22,12 bilhões, enquanto a alavancagem caiu para 1,75 vez Ebitda, indicando melhora gradual da estrutura financeira.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.