
- Volumes fortes da safra impulsionaram o rali recente
- Tarifas ferroviárias pressionadas preocupam analistas
- Exportações agrícolas podem sustentar resultados em 2026
As ações da Rumo (RAIL3) avançaram forte nas últimas semanas impulsionadas por volumes recordes de transporte no início do ano.
Mesmo assim, analistas avaliam que a valorização pode ter ido à frente dos fundamentos no curto prazo e pedem cautela.
O que sustenta a alta
O JP Morgan afirma que o rali veio após volumes de janeiro crescerem 55% na comparação anual, além de posição vendida relevante no papel.
A instituição projeta transporte de 91,1 bilhões de RTK em 2026, alta de 8%, sustentada pela safra agrícola forte.
Ainda assim, o banco reduziu o preço-alvo para R$ 19,50 e manteve recomendação neutra.
Onde estão os riscos
A principal preocupação está nos yields ferroviários, ou seja, na receita média por carga transportada.
Na Operação Norte, a expectativa é queda de cerca de 4% nas tarifas, mesmo com frete rodoviário mais caro no Mato Grosso.
Além disso, a concessão da Malha Oeste vence em 2026 e a renovação pode gerar incerteza dependendo das condições impostas.
O lado positivo
O Itaú BBA tem visão mais construtiva e manteve recomendação de compra.
A casa aposta em exportações recordes de soja e milho, além do aumento dos fretes rodoviários entre 5% e 10%, o que favorece a migração para a ferrovia.
Com isso, volumes devem crescer mais que preços, sustentando geração de caixa.