Mais seletivo

Santander (SANB11) vê pressão na inadimplência e indica ajuste na carteira de baixa renda

Banco admite foco maior em alta renda em 2026 após sinais de deterioração em alguns segmentos.

santander coliseu 1
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  • Santander prioriza alta renda e pode reduzir carteira de baixa renda
  • Inadimplência sobe para 3,7% e pressiona alguns segmentos
  • Crescimento em 2026 será seletivo, com foco em qualidade

O Santander Brasil (SANB11) sinalizou que pode reduzir exposição à baixa renda após observar pressão na inadimplência em partes relevantes da carteira.

A estratégia para 2026 passa por crescimento mais seletivo, com prioridade para clientes de alta renda e segmentos considerados mais resilientes.

Carteira cresce, mas com cautela

No 4T25, o Santander encerrou o período com carteira de crédito ampliada de R$ 708 bilhões, alta de 3,7% no ano e 2,8% no trimestre.

Apesar disso, a gestão deixou claro que a expansão futura não será homogênea entre os segmentos.

Segundo o CEO, a busca agora é por uma evolução mais saudável da carteira, mesmo que isso implique retração nominal em algumas linhas.

Inadimplência no radar

O índice de inadimplência acima de 90 dias chegou a 3,7%, acima dos 3,2% de um ano antes e dos 3,4% do trimestre anterior.

Além disso, o banco reconheceu pressão em agronegócio, pequenas empresas e pessoas físicas de menor renda.

Mesmo com expectativa de queda da Selic, o Santander avalia que os juros devem seguir elevados por mais tempo, limitando uma recuperação rápida desses portfólios.

Mercado reage e analistas mantêm cautela

Na B3, as units SANB11 recuaram, acompanhando um dia negativo para o setor financeiro.

Analistas do Citi apontaram alta nos NPLs, maior volume de renegociações e queda na cobertura, reforçando o tom cauteloso.

Ainda assim, o banco manteve ROAE de 17,6%, estável na comparação trimestral, sinalizando resiliência operacional.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.